Os candidatos à Presidência da República José Serra (PSDB) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) criticaram a ausência da adversária Dilma Rousseff (PT) em debate na noite desta segunda-feira (23), em São Paulo. O encontro é promovido pela TV Canção Nova e pela Rede Aparecida de Comunicação, emissoras de rádio e TV católicas com retransmissoras espalhadas por todo o país.
"Dos quatro candidatos, tem uma que não podia deixar de estar aqui. O meio cristão sabe muito bem quem é José serra, quem é Marina e eu acho que nenhum dos bispos e padres que estão aqui deixam de me conhecer. No entanto, essa senhora, que é uma incógnita, que não sabemos quem é, que foi inventada pelo Lula, manda uma cartinha cheia de platitudes, foge do debate...", atacou o candidato do PSOL, antes de ser aplaudido pela plateia.
"O que nós temos são três recortes em matéria econômica que não representam orgulho para nós: primeiro, a maior taxa de juros do mundo. A candidata ausente tem defendido essa política", afirmou o tucano, ao ser questionado sobre como via o atual momento econômico do país.
O ex-governador de São Paulo voltou a cobrar a presença da rival no debate quase ao final do encontro. "Dilma não quer explicar as coisas que acontecem, o que ela pensa, numa atitude de manipulação da opinião pública", afirmou.
Durante o evento, a petista postou em seu perfil no Twitter uma mensagem alheia à discussão que se travava no debate. "Olha q interessante,o Pato Fu interpretando músicas de sucesso usando instrumentos de brinquedo", publicou a ex-ministra da Casa Civil.
Informado por assessores, Plínio voltou a atacar Dilma: "Sabe o que ela está fazendo? Tuitando! (...) Os meus tuiteiros disseram que ela está agora assistindo a uma banda chamada Pato Fu", criticou.
Além de Serra e Plínio, participou do encontro Marina Silva (PV). Dilma não compareceu alegando "problemas de agenda", e o púlpito dedicado a ela no evento ficou vazio ao lado do candidato tucano.
Em sua participação, a ex-ministra do Meio Ambiente voltou a demonstrar o nervosismo exibido no debate Folha/UOL promovido na última quarta-feira (18). A candidata teve muita dificuldade em concluir seus raciocínios no tempo estipulado para as respostas que lhe eram solicitadas.
(http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/08/23/sem-dilma-serra-e-plinio-atacam-petista-em-debate-catolico.jhtm)
novo blog
terça-feira, 24 de agosto de 2010
tiririca
"Tiririca não é um palhaço, é um biombo. Atrás dele, vão os verdadeiros artistas do circo fisiológico que o lulismo (e agora Dilma) alimenta.
Se você reparar na campanha do idiota útil na TV, verá que a propaganda exibe o nome de Mercadante, candidato a governador de SP. Tiririca não é, pois, um "outsider", uma aberração avulsa do processo eleitoral, mas alguém estrategicamente patrocinado pelo bloco que detém hoje o poder hegemônico.
Escarnecendo da política para dela se beneficiar, Tiririca é menos uma ameaça individual do que a face caricata de um sistema político que se tornou imune aos escândalos em série que fabrica."
(Fernando de Barros e Silva, Folha de SP, 24/08/10)
Se você reparar na campanha do idiota útil na TV, verá que a propaganda exibe o nome de Mercadante, candidato a governador de SP. Tiririca não é, pois, um "outsider", uma aberração avulsa do processo eleitoral, mas alguém estrategicamente patrocinado pelo bloco que detém hoje o poder hegemônico.
Escarnecendo da política para dela se beneficiar, Tiririca é menos uma ameaça individual do que a face caricata de um sistema político que se tornou imune aos escândalos em série que fabrica."
(Fernando de Barros e Silva, Folha de SP, 24/08/10)
domingo, 22 de agosto de 2010
ghiraldelli
O PSDB e o lacerdismo
22/08/2010
Carlos Lacerda se tornou o ícone da direita dos anos cinqüenta. Vargas era seu inimigo – o motivo de sua vida, calçada em ódio por tudo que era “popular”.
Vargas havia construído – por mãos autoritárias, sabemos – um “Brasil dos pobres”. Esse Brasil das pessoas pobres não podia ser entendido por Lacerda e pela classe média que o apoiava. A razão era simples. Para essa classe média lacerdista os pobres eram pessoas que não gostavam de dinheiro e de trabalho. Sim! É incrível, mas essa era a mentalidade da UDN e de todo um grupo social que via em Lacerda “o homem inteligente” e “liberal”, que deveria afrontar o “populismo autoritário” e o “Zé Povinho”, aliados de Vargas. Mais tarde, após a morte de Vargas, Lacerda foi solicitado por essa mesma classe média a voltar seu ódio ao “comunismo” dos aliados de Jango, o herdeiro à esquerda de Vargas.
A história de Lula nada tem a ver com Vargas. Lula não veio da elite e muito menos de governos, como Getúlio Vargas. Mas Lula, de uma hora para outra, principalmente após o “mensalão”, em 2005, se vendo solitário e acuado, percebeu que sua única saída era abraçar tudo que Brizola havia querido lhe ensinar, e que ele, até então, não havia abraçado de todo. Lula ampliou seus horizontes de vez. Jogou fora a cartilha social-democrata do PT (tão bela na boca que Zé Dirceu!) e voltou ao palanque, mas agora para governar e falar em seu novo estilo, ou melhor, em um seu exclusivo estilo. O populismo aberto se fez política.
Como Vargas, o populismo de Lula não foi inconseqüente. Ele realmente ajudou o pobre. Mas, de modo superior a Vargas, Lula, ao menos no seu segundo mandato de governo, acelerou certo desenvolvimento quase estrutural que jogou para a classe média um número enorme de pessoas e tirou de pobreza muitos brasileiros. Só isso já explicaria o êxito eleitoral de Lula, como se vê agora, o que o tornou confiável a ponto de poder pedir voto para uma desconhecida. Mas Lula teve, ainda, outros dois elementos a seu favor: sorte e uma boa equipe econômica, nas mãos de um moço inteligente, Guido Mantega.
Mas o PSDB, representando o novo lacerdismo, não conseguiu e não consegue entender que os pobres estejam contentes. Os pobres gostam de dinheiro – querem comprar e também poupar. Os pobres gostam de trabalhar – querem o emprego com carteira assinada e são assíduos no trabalho. Ora, o passado escravista, enraizado na cabeça da classe média brasileira, não entende isso. Para essa classe média, a idéia é sempre a mesma: “pobre é vagagundo” (como o negro, que não era visto como quem trabalharia senão sob chicote). Essa mentalidade que veio da elite escravocrata alimentou o lacerdismo no passado e, agora, fica magoada porque “o povo” não gosta de José Serra ou FHC. Acham que “o povão” é “comprado” por Lula. Mas não é. As coisas não são tão simples.
Os brasileiros tomaram conhecimento do “mensalão” em 2005 e tiraram o apoio do presidente. A população mostrou maturidade política. Lula teve de percorrer o Brasil novamente, inteirinho, para conversar de novo com o “seu povo”. E desta vez, fez isso sozinho. Ora, foi até melhor, ao menos em termos retóricos e, enfim, como algo que fez o presidente acordar.
Lula teve de melhorar efetivamente a vida do brasileiro para que nossa população, mesmo a mais pobre e dita não-ideológica, o perdoasse. Tendo feito o que prometeu, foi perdoado. Claro, nosso povo queria perdoá-lo. Queria que ele acertasse. Então, quando os brasileiros voltaram a sentir que o presidente podia acertar e estava acertando,voltou a apoiá-lo. O PMDB percebeu isso rapidamente. Aderiu.
O PSDB é odiado como foi a UDN. E não há inflação – tão esperada pelo PSDB – e muito menos “comunismo” para fazer o que Lacerda fez nos anos sessenta: insuflar as Forças Armadas contra o governo Jango. Não! Tudo está calmo. O Brasil cresce, o povo melhora e a inflação não apareceu. Além disso, as Forças Armadas se profissionalizaram de vez e percebem que também estão ganhando com o desenvolvimento da Era Lula. Assim, não há espaço para Lacerda e sua mania de golpe.
Para que Serra pudesse ousar se colocar contra o êxito de Lula e carregar nas costas o fardo da mentalidade lacerdista, ele precisaria ter feito um excelente governo em São Paulo. Mas não fez. Os programas que ele apresenta na TV, uma vez na TV, parecem bons, mas a população não vê isso que ele apresenta, pois não é verdade. Escolas técnicas? Ora, com toda aquela sofisticação da propaganda? Mentira. Hospitais e clínicas odontológicas funcionando? Mentira. Duas professoras na sala de aula realmente ensinando? Mentira. Ou melhor, quase verdade. Ou seja. Serra fez algumas coisas, mas em um tamanho muito diminuto, em caráter experimental, e sem uma política institucional visível. Em outras palavras: o Estado de São Paulo, sendo a potência econômica que todos conhecem, não apresenta um desenvolvimento humano condizente com o dinheiro que tem. Ninguém em São Paulo se sente tão melhor de vida que alguém fora de São Paulo. No cômputo geral, até mesmo o povo paulista percebe que o que melhorou foi a vida dada por obra do governo federal, não do estadual.
Aliás, Serra tinha fama de bom administrador, mas, no governo de São Paulo, até isso perdeu. Irritou o funcionalismo público e sua mania de privatização acabou inviabilizando serviços essenciais da população.
Lacerda acabou nas mãos dos militares que, depois, o cassaram. Serra foi indo para a direita, seguindo Lacerda, mas felizmente, sem Forças Armadas. Mas, o fato é que a mentalidade lacerdista o pegou. Achou que ficando mais à direita, ficaria com os “formadores de opinião” da grande imprensa e, com isso, derrubaria a esquerda, ou seja, Lula e Dilma. Mas errou feio. Não estamos mais no ano em que Alckmin, ainda na leva da propaganda contra Lula, feita pelo problema do “mensalão”, conseguiu um segundo turno. Agora, talvez Serra nem no segundo turno consiga chegar. É a derrota total do lacerdismo, ou seja, da mentalidade de classe média conservadora que não entende os pobres de modo algum. É uma mentalidade que não vai desaparecer assim, da noite para o dia, mas que todos verão que, com ela, não se ganha eleição, isso todos verão.
Sabemos todos que tudo isso coloca para a política um quadro que imaginávamos ter superado, ou seja, a briga entre as esquerdas populistas e a UDN. Não superamos. Em parte, ainda estamos nisso. É como se Lula fosse, em grande medida, um misto de Brizola com Vargas, mas com certo bálsamo de quem realmente foi trabalhador-operário, agora com uma barba branca que tudo suaviza, uma cara de “tiozão”. Faz trinta anos que está na política, e isso só como candidato! Tendo ajudado, efetivamente, o “povão”, consegue dizer para todos que Dilma é a sua continuidade – porque os brasileiros não acreditariam? Isso não é devido à campanha na TV. A campanha na TV teve até agora apenas uma semana de programas, e as pesquisas últimas, que deram que Dilma poderia ganhar no primeiro turno, ainda não se fizeram sob o comando da influência da TV.
Caso o PT não dê um tiro no pé, como aquele do “mensalão”, Lula irá fazer o lacerdismo do PSDB ficar encurralado. Talvez alguns tucaninhos até voltem para o PMDB, caso sejam inteligentes. Mas, duvido. A maioria deles não consegue entender a mentalidade popular de modo algum. Teimam em achar que pobre não gosta de dinheiro, não sabe gastar e não gosta de trabalhar. Enquanto estiverem nessa ideologia que, enfim, não cega outros, mas cega eles próprios, os tucaninhos vão continuar perdendo sempre. Falta a eles abandonarem de vez o lacerdismo.
Por enquanto, ao menos nessas últimas semanas, os tucanos estão apenas em vôo cego. Não sabem se colocam ou não o próprio inimigo na campanha deles na TV. Estão perdidos. É um lacerdismo sem Lacerda, apenas com a empáfia e frescurite do velho jornalista. Por sua vez, FHC desapareceu. Deixou Serra mais sozinho ainda, e este grita no telefone para que jornalistas da Veja e a direita instalada no Grupo Abril falem com empresários para que apareça dinheiro na campanha que, é certo, está perdendo fôlego.
(http://ghiraldelli.pro.br/2010/08/22/o-psdb-e-o-lacerdismo/)
22/08/2010
Carlos Lacerda se tornou o ícone da direita dos anos cinqüenta. Vargas era seu inimigo – o motivo de sua vida, calçada em ódio por tudo que era “popular”.
Vargas havia construído – por mãos autoritárias, sabemos – um “Brasil dos pobres”. Esse Brasil das pessoas pobres não podia ser entendido por Lacerda e pela classe média que o apoiava. A razão era simples. Para essa classe média lacerdista os pobres eram pessoas que não gostavam de dinheiro e de trabalho. Sim! É incrível, mas essa era a mentalidade da UDN e de todo um grupo social que via em Lacerda “o homem inteligente” e “liberal”, que deveria afrontar o “populismo autoritário” e o “Zé Povinho”, aliados de Vargas. Mais tarde, após a morte de Vargas, Lacerda foi solicitado por essa mesma classe média a voltar seu ódio ao “comunismo” dos aliados de Jango, o herdeiro à esquerda de Vargas.
A história de Lula nada tem a ver com Vargas. Lula não veio da elite e muito menos de governos, como Getúlio Vargas. Mas Lula, de uma hora para outra, principalmente após o “mensalão”, em 2005, se vendo solitário e acuado, percebeu que sua única saída era abraçar tudo que Brizola havia querido lhe ensinar, e que ele, até então, não havia abraçado de todo. Lula ampliou seus horizontes de vez. Jogou fora a cartilha social-democrata do PT (tão bela na boca que Zé Dirceu!) e voltou ao palanque, mas agora para governar e falar em seu novo estilo, ou melhor, em um seu exclusivo estilo. O populismo aberto se fez política.
Como Vargas, o populismo de Lula não foi inconseqüente. Ele realmente ajudou o pobre. Mas, de modo superior a Vargas, Lula, ao menos no seu segundo mandato de governo, acelerou certo desenvolvimento quase estrutural que jogou para a classe média um número enorme de pessoas e tirou de pobreza muitos brasileiros. Só isso já explicaria o êxito eleitoral de Lula, como se vê agora, o que o tornou confiável a ponto de poder pedir voto para uma desconhecida. Mas Lula teve, ainda, outros dois elementos a seu favor: sorte e uma boa equipe econômica, nas mãos de um moço inteligente, Guido Mantega.
Mas o PSDB, representando o novo lacerdismo, não conseguiu e não consegue entender que os pobres estejam contentes. Os pobres gostam de dinheiro – querem comprar e também poupar. Os pobres gostam de trabalhar – querem o emprego com carteira assinada e são assíduos no trabalho. Ora, o passado escravista, enraizado na cabeça da classe média brasileira, não entende isso. Para essa classe média, a idéia é sempre a mesma: “pobre é vagagundo” (como o negro, que não era visto como quem trabalharia senão sob chicote). Essa mentalidade que veio da elite escravocrata alimentou o lacerdismo no passado e, agora, fica magoada porque “o povo” não gosta de José Serra ou FHC. Acham que “o povão” é “comprado” por Lula. Mas não é. As coisas não são tão simples.
Os brasileiros tomaram conhecimento do “mensalão” em 2005 e tiraram o apoio do presidente. A população mostrou maturidade política. Lula teve de percorrer o Brasil novamente, inteirinho, para conversar de novo com o “seu povo”. E desta vez, fez isso sozinho. Ora, foi até melhor, ao menos em termos retóricos e, enfim, como algo que fez o presidente acordar.
Lula teve de melhorar efetivamente a vida do brasileiro para que nossa população, mesmo a mais pobre e dita não-ideológica, o perdoasse. Tendo feito o que prometeu, foi perdoado. Claro, nosso povo queria perdoá-lo. Queria que ele acertasse. Então, quando os brasileiros voltaram a sentir que o presidente podia acertar e estava acertando,voltou a apoiá-lo. O PMDB percebeu isso rapidamente. Aderiu.
O PSDB é odiado como foi a UDN. E não há inflação – tão esperada pelo PSDB – e muito menos “comunismo” para fazer o que Lacerda fez nos anos sessenta: insuflar as Forças Armadas contra o governo Jango. Não! Tudo está calmo. O Brasil cresce, o povo melhora e a inflação não apareceu. Além disso, as Forças Armadas se profissionalizaram de vez e percebem que também estão ganhando com o desenvolvimento da Era Lula. Assim, não há espaço para Lacerda e sua mania de golpe.
Para que Serra pudesse ousar se colocar contra o êxito de Lula e carregar nas costas o fardo da mentalidade lacerdista, ele precisaria ter feito um excelente governo em São Paulo. Mas não fez. Os programas que ele apresenta na TV, uma vez na TV, parecem bons, mas a população não vê isso que ele apresenta, pois não é verdade. Escolas técnicas? Ora, com toda aquela sofisticação da propaganda? Mentira. Hospitais e clínicas odontológicas funcionando? Mentira. Duas professoras na sala de aula realmente ensinando? Mentira. Ou melhor, quase verdade. Ou seja. Serra fez algumas coisas, mas em um tamanho muito diminuto, em caráter experimental, e sem uma política institucional visível. Em outras palavras: o Estado de São Paulo, sendo a potência econômica que todos conhecem, não apresenta um desenvolvimento humano condizente com o dinheiro que tem. Ninguém em São Paulo se sente tão melhor de vida que alguém fora de São Paulo. No cômputo geral, até mesmo o povo paulista percebe que o que melhorou foi a vida dada por obra do governo federal, não do estadual.
Aliás, Serra tinha fama de bom administrador, mas, no governo de São Paulo, até isso perdeu. Irritou o funcionalismo público e sua mania de privatização acabou inviabilizando serviços essenciais da população.
Lacerda acabou nas mãos dos militares que, depois, o cassaram. Serra foi indo para a direita, seguindo Lacerda, mas felizmente, sem Forças Armadas. Mas, o fato é que a mentalidade lacerdista o pegou. Achou que ficando mais à direita, ficaria com os “formadores de opinião” da grande imprensa e, com isso, derrubaria a esquerda, ou seja, Lula e Dilma. Mas errou feio. Não estamos mais no ano em que Alckmin, ainda na leva da propaganda contra Lula, feita pelo problema do “mensalão”, conseguiu um segundo turno. Agora, talvez Serra nem no segundo turno consiga chegar. É a derrota total do lacerdismo, ou seja, da mentalidade de classe média conservadora que não entende os pobres de modo algum. É uma mentalidade que não vai desaparecer assim, da noite para o dia, mas que todos verão que, com ela, não se ganha eleição, isso todos verão.
Sabemos todos que tudo isso coloca para a política um quadro que imaginávamos ter superado, ou seja, a briga entre as esquerdas populistas e a UDN. Não superamos. Em parte, ainda estamos nisso. É como se Lula fosse, em grande medida, um misto de Brizola com Vargas, mas com certo bálsamo de quem realmente foi trabalhador-operário, agora com uma barba branca que tudo suaviza, uma cara de “tiozão”. Faz trinta anos que está na política, e isso só como candidato! Tendo ajudado, efetivamente, o “povão”, consegue dizer para todos que Dilma é a sua continuidade – porque os brasileiros não acreditariam? Isso não é devido à campanha na TV. A campanha na TV teve até agora apenas uma semana de programas, e as pesquisas últimas, que deram que Dilma poderia ganhar no primeiro turno, ainda não se fizeram sob o comando da influência da TV.
Caso o PT não dê um tiro no pé, como aquele do “mensalão”, Lula irá fazer o lacerdismo do PSDB ficar encurralado. Talvez alguns tucaninhos até voltem para o PMDB, caso sejam inteligentes. Mas, duvido. A maioria deles não consegue entender a mentalidade popular de modo algum. Teimam em achar que pobre não gosta de dinheiro, não sabe gastar e não gosta de trabalhar. Enquanto estiverem nessa ideologia que, enfim, não cega outros, mas cega eles próprios, os tucaninhos vão continuar perdendo sempre. Falta a eles abandonarem de vez o lacerdismo.
Por enquanto, ao menos nessas últimas semanas, os tucanos estão apenas em vôo cego. Não sabem se colocam ou não o próprio inimigo na campanha deles na TV. Estão perdidos. É um lacerdismo sem Lacerda, apenas com a empáfia e frescurite do velho jornalista. Por sua vez, FHC desapareceu. Deixou Serra mais sozinho ainda, e este grita no telefone para que jornalistas da Veja e a direita instalada no Grupo Abril falem com empresários para que apareça dinheiro na campanha que, é certo, está perdendo fôlego.
(http://ghiraldelli.pro.br/2010/08/22/o-psdb-e-o-lacerdismo/)
palmeiras e guarani
nada
"são três finalizações do palmeiras e nenhuma do guarani. é muito pouco, não é neto? é nada!!" (luciano do valle, aos 15' do primeiro tempo)
*
todo mundo
não luciano, você pode ter certeza, e você que ta em casa, e você que não ta, que o jogo agora no segundo tempo vai ser muito melhor (neto)
*
“me desculpem aí os torcedores de palmeiras e guarani, mas ô jogo ruim, hein” (neto, aos 27’ do segundo tempo)
"são três finalizações do palmeiras e nenhuma do guarani. é muito pouco, não é neto? é nada!!" (luciano do valle, aos 15' do primeiro tempo)
*
todo mundo
não luciano, você pode ter certeza, e você que ta em casa, e você que não ta, que o jogo agora no segundo tempo vai ser muito melhor (neto)
*
“me desculpem aí os torcedores de palmeiras e guarani, mas ô jogo ruim, hein” (neto, aos 27’ do segundo tempo)
dilma
"Ele ou ela? Registro de observador atento: quando Dilma conta, na propaganda de TV, que na infância rasgou uma nota em duas partes para dar metade a uma criança pobre, a petista primeiro diz que "apareceu um menino na porta da minha casa". Depois, que o dinheiro rasgado foi dado a "ela"."
(Folha de SP, Painel, 22-08-10)
(Folha de SP, Painel, 22-08-10)
zé simão
E aí aparece uma candidata cinquentona: "Sou pela renovação com Quércia e Alckmin". Rarará! E eu sou pela mumificação com Quércia e Alckmin!
Eu não sou como o Serra que só tem sotaque pra quatro Estados. É verdade. Uma fonoaudióloga me disse que o Serra só tem sotaque pra quatro Estados.
(Folha de SP, 21-08-10)
Eu não sou como o Serra que só tem sotaque pra quatro Estados. É verdade. Uma fonoaudióloga me disse que o Serra só tem sotaque pra quatro Estados.
(Folha de SP, 21-08-10)
plínio (na folha)
PONTOS DO PROGRAMA
DE GOVERNO DO PSOL
VEÍCULOS
Privilegiar fabricação de veículos coletivos sobre a de carros individuais
TECNOLOGIA
Financiar desenvolvimento de tecnologia para construção de turbinas eólicas pela Embraer, sem abandonar a luta pela re-estatização da empresa
DÍVIDA
Auditoria da dívida pública, com suspensão do pagamento dos juros e amortizações
ESTATIZAÇÃO
Re-estatização da Vale; contra as privatizações em especial a dos Correios
PRÉ-SAL
Defesa da Petrobrás 100% estatal; controle estatal e social sobre o pré-sal
TRABALHO
Redução da jornada de trabalho de 40 horas, sem redução de salários; fim da flexibilização da jornada e dos direitos trabalhistas, fim do banco de horas
EDUCAÇÃO
Destinar 10% do PIB para educação
ABORTO
Em defesa da legalização do aborto, pelo fim da criminalização das mulheres
COMUNICAÇÃO
Auditoria de todas as concessões das emissoras de rádio e TV
(Folha de SP, 22-08-10)
DE GOVERNO DO PSOL
VEÍCULOS
Privilegiar fabricação de veículos coletivos sobre a de carros individuais
TECNOLOGIA
Financiar desenvolvimento de tecnologia para construção de turbinas eólicas pela Embraer, sem abandonar a luta pela re-estatização da empresa
DÍVIDA
Auditoria da dívida pública, com suspensão do pagamento dos juros e amortizações
ESTATIZAÇÃO
Re-estatização da Vale; contra as privatizações em especial a dos Correios
PRÉ-SAL
Defesa da Petrobrás 100% estatal; controle estatal e social sobre o pré-sal
TRABALHO
Redução da jornada de trabalho de 40 horas, sem redução de salários; fim da flexibilização da jornada e dos direitos trabalhistas, fim do banco de horas
EDUCAÇÃO
Destinar 10% do PIB para educação
ABORTO
Em defesa da legalização do aborto, pelo fim da criminalização das mulheres
COMUNICAÇÃO
Auditoria de todas as concessões das emissoras de rádio e TV
(Folha de SP, 22-08-10)
sábado, 21 de agosto de 2010
beijo gay na globo
"Surpreso com o argumento usado por autores da Globo para não exibir beijos entre personagens homossexuais em suas obras, o secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Ministério da Justiça não tem nenhuma restrição a cenas do tipo em obras de dramaturgia na televisão, em qualquer horário.
Segundo o secretário, o argumento da classificação indicativa é usado como desculpa para não incluir o beijo gay nas tramas de novelas.
O assunto veio à tona após o PSOL mostrar em seu horário eleitoral gratuito um beijo entre dois homens. A coluna Outro Canal procurou autores de novelas para comentar o assunto.
Ricardo Linhares, colaborador de Gilberto Braga na próxima trama das 20h da Globo, disse: "Será que a classificação indicativa permitiria a veiculação?"
"Alguns roteiristas continuam usando esse argumento para se justificar perante a sua própria classe porque eles fazem uma opção de mercado por não colocar um beijo gay", afirmou em entrevista o secretário nacional de Justiça à Folha. "Parece que os políticos estão mais livres para a ficção do que os roteiristas."
Abramovay diz que, no meio artístico, qualquer comentário preconceituoso é malvisto. "Para não dizerem que estão com medo de colocar e perder audiência, eles colocam a culpa no Ministério da Justiça", avalia.
"Um beijo gay e um beijo heterossexual são exatamente a mesma coisa do ponto de vista da classificação indicativa", afirmou.
Segundo o secretário, essa é uma opção que a obra que tem que fazer "do ponto de vista criativo". "O Ministério da Justiça nunca vai fazer uma classificação partindo de um critério discriminatório", disse.
O secretário diz ainda que está tentando se reunir com os roteiristas para avaliar os critérios usados para a classificação indicativa de novelas.
"Conversei com o Marcílio Moraes [autor da Record e presidente da Associação dos Roteiristas]. Ele achou ótima ideia, mas disse que os roteiristas não têm agenda", afirma.
Para Abramovay, a inclusão de um beijo gay em novelas seria comemorado pelo Ministério da Justiça.
"Um beijo gay pode, inclusive, ajudar a tratar a orientação sexual das pessoas de uma maneira natural. Ajuda na educação das crianças e não atrapalha."
(http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/786436-ministerio-diz-que-autores-usam-classificacao-indicativa-como-desculpa-para-nao-exibir-beijo-gay.shtml)
Segundo o secretário, o argumento da classificação indicativa é usado como desculpa para não incluir o beijo gay nas tramas de novelas.
O assunto veio à tona após o PSOL mostrar em seu horário eleitoral gratuito um beijo entre dois homens. A coluna Outro Canal procurou autores de novelas para comentar o assunto.
Ricardo Linhares, colaborador de Gilberto Braga na próxima trama das 20h da Globo, disse: "Será que a classificação indicativa permitiria a veiculação?"
"Alguns roteiristas continuam usando esse argumento para se justificar perante a sua própria classe porque eles fazem uma opção de mercado por não colocar um beijo gay", afirmou em entrevista o secretário nacional de Justiça à Folha. "Parece que os políticos estão mais livres para a ficção do que os roteiristas."
Abramovay diz que, no meio artístico, qualquer comentário preconceituoso é malvisto. "Para não dizerem que estão com medo de colocar e perder audiência, eles colocam a culpa no Ministério da Justiça", avalia.
"Um beijo gay e um beijo heterossexual são exatamente a mesma coisa do ponto de vista da classificação indicativa", afirmou.
Segundo o secretário, essa é uma opção que a obra que tem que fazer "do ponto de vista criativo". "O Ministério da Justiça nunca vai fazer uma classificação partindo de um critério discriminatório", disse.
O secretário diz ainda que está tentando se reunir com os roteiristas para avaliar os critérios usados para a classificação indicativa de novelas.
"Conversei com o Marcílio Moraes [autor da Record e presidente da Associação dos Roteiristas]. Ele achou ótima ideia, mas disse que os roteiristas não têm agenda", afirma.
Para Abramovay, a inclusão de um beijo gay em novelas seria comemorado pelo Ministério da Justiça.
"Um beijo gay pode, inclusive, ajudar a tratar a orientação sexual das pessoas de uma maneira natural. Ajuda na educação das crianças e não atrapalha."
(http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/786436-ministerio-diz-que-autores-usam-classificacao-indicativa-como-desculpa-para-nao-exibir-beijo-gay.shtml)
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
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