| 1 | 451 | PSDB - PMDB / PSC / PPS / DEM / PHS / PMN / PSDB | 11.178.001 (30,43%) | |
| 2 | 133 | PT - PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B | 8.300.131 (22,60%) | |
| 3 | 650 | PC do B - PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B (kkkkkkkk) | 7.760.623 (21,13%) |
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domingo, 3 de outubro de 2010
senadores por são paulo
governo de alagoas
- 529.400 votos39,62%
- 2390.017 votos29,19%
- 3
(kkkkkkk)
384.205 votos28,75% - 418.298 votos1,37%
- Votos válidos1.336.270
- Nulos153.708
- Abstenções445.086
- Brancos76.259
- Total de eleitores2.033.483
folha de sp, 03/10/10
no caderno especial da folha de sp do dia da eleição, o nome 'plínio' não aparece em nenhum título de matéria...
alagoas, na folha de sp
Teotonio sobe e passa Collor; disputa deve ir ao segundo turno
ENVIADA ESPECIAL A MACEIÓ
O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), 51, subiu sete pontos percentuais e passou numericamente os demais candidatos, segundo a última pesquisa Ibope, divulgada anteontem pela TV Gazeta de Alagoas.
Vilela, que antes aparecia em terceiro, agora tem 34% e continua em empate técnico com o ex-presidente Fernando Collor (PTB), 61, que subiu dois pontos e tem 31% das intenções de voto.
O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), 61, tem 24%.
Os três principais candidatos ao governo de Alagoas já comandaram o Estado por cerca de 14 anos, sem que tivesse havido mudanças significativas em seus indicadores sociais. Nessa eleição, eles prometem novamente gerar empregos e investir na saúde e na educação.
Alagoas tem 24,6% da população analfabeta, o mais alto percentual do país, o menor nível de ocupação acima de 10 anos de idade (47,6%) e o menor percentual de casas com rede de abastecimento de água do Nordeste (67,1%), segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.
Na campanha, os candidatos travaram uma guerra de números, em que ressaltaram suas gestões e criticaram as de seus adversários.
Vilela prometeu construir até o final do ano 30 mil casas, sendo que Lessa fez 168 em oito anos. Já o pedetista disse ter criado 184 mil vagas no ensino público, e falou que Vilela extinguiu 4.000.
Collor, que não deu entrevistas na campanha, prometeu construir postos de saúde e combater a criminalidade."
(Folha de SP, 03/10/10)
Principais candidatos já governaram Estado, mas os indicadores sociais pouco mudaram
SÍLVIA FREIREENVIADA ESPECIAL A MACEIÓ
O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), 51, subiu sete pontos percentuais e passou numericamente os demais candidatos, segundo a última pesquisa Ibope, divulgada anteontem pela TV Gazeta de Alagoas.
Vilela, que antes aparecia em terceiro, agora tem 34% e continua em empate técnico com o ex-presidente Fernando Collor (PTB), 61, que subiu dois pontos e tem 31% das intenções de voto.
O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), 61, tem 24%.
Os três principais candidatos ao governo de Alagoas já comandaram o Estado por cerca de 14 anos, sem que tivesse havido mudanças significativas em seus indicadores sociais. Nessa eleição, eles prometem novamente gerar empregos e investir na saúde e na educação.
Alagoas tem 24,6% da população analfabeta, o mais alto percentual do país, o menor nível de ocupação acima de 10 anos de idade (47,6%) e o menor percentual de casas com rede de abastecimento de água do Nordeste (67,1%), segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.
Na campanha, os candidatos travaram uma guerra de números, em que ressaltaram suas gestões e criticaram as de seus adversários.
Vilela prometeu construir até o final do ano 30 mil casas, sendo que Lessa fez 168 em oito anos. Já o pedetista disse ter criado 184 mil vagas no ensino público, e falou que Vilela extinguiu 4.000.
Collor, que não deu entrevistas na campanha, prometeu construir postos de saúde e combater a criminalidade."
(Folha de SP, 03/10/10)
sábado, 2 de outubro de 2010
grandes momentos da política brasileira
"Querem é institucionalizar o aborto e nós não podemos regulamentar a morte. A mulher não é dona do feto, apenas depositária. O aborto é crime. A mulher deve ter o filho mesmo sendo de um estuprador."
Severino Cavalcanti, deputado federal (PPB-PE)
*
O polêmico projeto de parceria civil homossexual, da deputada Marta Suplicy (PT-SP), dominou as conversas ontem na Câmara e dividiu as opiniões.
O grupo de oposição ao projeto era liderado pelo deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE).
De manhã, ele conversava com Corauci Sobrinho (PFL-SP), quando foi abordado por Urcisino Queirós (PFL-BA), que chegou dizendo:
- Severino, eu vim te avisar que vou embora do Brasil.
Diante do espanto de Cavalcanti, Queirós explicou:
- Quando eu era menino, o homossexualismo era punido. Depois, ele passou a ser tolerado. Agora, ele já é até aceito.
Cavalcanti argumentou:
- Eu também sou contra o projeto da Marta, mas, mesmo que ele passe, isso não é motivo para sair do país.
E Queirós completou:
- Eu não quero nem saber. Vou embora antes que esse negócio passe a ser compulsório.
(Folha de SP, 1997)
Severino Cavalcanti, deputado federal (PPB-PE)
*
O polêmico projeto de parceria civil homossexual, da deputada Marta Suplicy (PT-SP), dominou as conversas ontem na Câmara e dividiu as opiniões.
O grupo de oposição ao projeto era liderado pelo deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE).
De manhã, ele conversava com Corauci Sobrinho (PFL-SP), quando foi abordado por Urcisino Queirós (PFL-BA), que chegou dizendo:
- Severino, eu vim te avisar que vou embora do Brasil.
Diante do espanto de Cavalcanti, Queirós explicou:
- Quando eu era menino, o homossexualismo era punido. Depois, ele passou a ser tolerado. Agora, ele já é até aceito.
Cavalcanti argumentou:
- Eu também sou contra o projeto da Marta, mas, mesmo que ele passe, isso não é motivo para sair do país.
E Queirós completou:
- Eu não quero nem saber. Vou embora antes que esse negócio passe a ser compulsório.
(Folha de SP, 1997)
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edward said
“Pensar a vocação intelectual como algo que mantém um estado de alerta constante, de disposição perpétua para não permitir que meias verdades ou ideias preconcebidas norteiem as pessoas”
“São os intelectuais que deveriam questionar o nacionalismo patriótico, o pensamento corporativo e um sentido de privilégio de classe, raça ou sexo” (p.13)
“A meu ver, o principal dever do intelectual é a busca de uma relativa independência em face de tais pressões. Daí minhas caracterizações do intelectual como um exilado e marginal, como amador e autor de uma linguagem que tenta falar a verdade ao poder”. (p.15)
“O que me prende é mais um espírito de oposição do que de acomodação, porque o ideal romântico, o interesse e o desafio da vida intelectual devem ser encontrados na dissensão contra o status quo, num momento em que a luta em nome de grupos desfavorecidos e pouco representados parece pender tão injustamente para o lado contrário deles” (p.16)
“Não quero ser mal compreendido. Não se exige do intelectual uma postura de queixosos mal-humorados. Nada poderia ser menos verdadeiro quando se pensa em dissidentes famosos e enérgicos como Noam Chomsky ou Gore Vidal. Testemunhar um estado lamentável de coisas quando não se está no poder não é, de jeito nenhum, uma atividade monótona e monocromática. Envolve o que Foucault chamou de ‘erudição implacável’, rastrear fontes alternativas, exumar documentos enterrados, reviver histórias esquecidas (ou abandonadas). Envolve também um sentido do dramático e do insurgente, aproveitando ao máximo as raras oportunidades que se tem para falar, cativando a atenção do público, saindo-se melhor na troca de farpas, no humor e no debate do que os oponentes. E há algo fundamentalmente desconcertante nos intelectuais que não têm nem escritórios seguros, nem território para consolidar e defender; por isso, a auto-ironia é mais frequente que a pomposidade, a frontalidade melhor que a hesitação e o gaguejo. [...] É uma condição solitária, sim, mas é sempre melhor do que uma tolerância gregária para com o estado das coisas.” (p.17)
(SAID, Edward. Representações do Intelectual: as Conferências Reith de 1993. Trad. Milton Hatoum. SP: Companhia das Letras, 2005)
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