novo blog

domingo, 24 de outubro de 2010

bbb

Sérgio Mallandro ainda está encanado com a autoria do poema “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias. Conversando com Ana Carolina Dias, Daniel Bueno e Dudu Pelizzari à beira da piscina, o comediante brinca: “O pessoal em casa deve estar rindo muito e comentando como nós somos burros e não acertamos uma.”

“Eu ainda acho que é do Machado de Assis. A Nany disse que é Gonçalves Dias. O Dudu acha que é de Camões, já para a Luiza é do Carlos Drummond de Andrade”, conta Mallandro.

“Quando sairmos daqui a gente descobre”, comenta Carol. “Mas eles bem que podiam dar uma luz pra gente. Estou encanado com isso”, conclui Sérgio Mallandro.

(http://televisao.uol.com.br/a-fazenda/ultimas-noticias/2010/10/24/sergio-mallandro-mostra-que-literatura-nao-e-o-forte-dos-peoes.jhtm)

música, doce música

Elas demonstram a candura mais deliciosa. São pérolas escritas em provas nos vestibulares de música. Foram enviadas por e-mail para esta coluna, estão em alguns blogs; são boas demais para serem falsas (ou, se forem, quem as inventou merece aplausos). Melhor não ler nem com condescendência ou com horror desdenhoso nem lamentando a incultura generalizada. Melhor rir com alguma cumplicidade: quem nunca disse ou escreveu uma bobagem grossa que atire a primeira pedra. Foram respeitadas ortografia e sintaxe originais. Aqui vão.

Achados

1) Bach está morto desde 1750 até os dias se hoje; 2) Häendel era meio alemão, meio italiano e meio inglês; 3) Beethoven escreveu música, mesmo surdo. Ele ficou surdo porque fez música muito alta. Ele caminhava sozinho pela floresta e não escutava ninguém, nem a Pastoral, uma mossa que poderia ser a sua Amada Imortau e inspirou ele criar uma sinfonia muito romântica. Ele faliu em 1827 e mais tarde morreu por causa disto; 4) uma ópera é uma canção que dura mais de 2 horas; 5) Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele; 6) o Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel; 7) a harpa é um piano pelado; 8) Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto; 9) Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme Amadeus; 10) a importância de Tristão e Isolda reside no fato de que é uma música muito triste. Mais triste que a Tristesse, de Schopping; 11) virtuoso no piano é um músico com muita moral; 12) os maiores compositores do Romantismo são Chopin, Schubert e Tchaikovsky. No Brasil, temos Roberto Carlos e Daniel; 13) música cantada por duas pessoas é um duelo; 14) eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer; 15) Carmen é uma ópera e Carminha Burana é sua filha; 16) muitos pesquisadores concordam que a música medieval foi escrita no passado; 17) a ópera mais romântica é a Paixão de Mateus por Bach; 18) tem dois tipos de Cantatas de Bach: as Cantatas religiosas e as Cantadas di Profanação, que ele usou no palácio; 19) meu compositor preferido é Opus; 20) Chopin fez poucas baladas, pois sofria de tuberculose. Assim não dava para ele cair na gandaia à noite, dançar, beber e curtir as minas, mais parece que ele não era chegado; 21) Cage inventou os quatro minutos de silêncio; 22) há uma espécie de Corais feitos por Bach, que se chamam Florais e são usados como remédios milagrosos; 23) Messias é uma missa de Handel cuja originalidade é ter muitas aleluias; 24) os menestréis e trovadores transmitiam notícias e estavam nas festas. Andavam de cidade em cidade, de castelo em castelo e iam até nos shows de TV; 25) o regente de uma orquestra é igual a um guarda de trânsito maluco porque agita os braços controlando muitos instrumentos na sua frente; 26) os compositores renascentistas reviveram a música, pois ela havia sido morta pela Inquisição; 27) as Fugas de Bach são famosas porque ele não queria ficar preso em nenhum sistema; 28) a música eletroacústica é a mais avançada das tendências da música eletrônica hoje em dia. Seus principais compositores são os DJs e a banda Craftwork; 29) Handel compôs muitas peças geniais para couro; 30) música atonal é aquela sem som ou que explorou o não-som, mais ou menos quase um anti-som. Seus mais importantes criadores são da família Berg: Schoenberg, Albanberg e Weberg.

(Jorge Coli, Folha de SP, domingo, 23 de março de 2008 )

plínio

"Jovens, pensem grande. Não pensem pequeno. Não acreditem no impossível. O impossível torna-se possível, se você quiser"

[Plínio de Arruda Sampaio]

cárlisson




Poesias

O Giro da Roleta

Submitted by bardo on Terça, 31/08/2010 - 10:49

Ele segue com seu cavalo
Através das ruas noturnas
Se dirige logo ao cassino
Ninguém mais podia ajudá-lo

E aposta algumas moedas
E mais outras logo depois
Mas por mais que ele tentasse
Perdia o que era apostado

Porém o que era apostado
Era quase nada até que
Apostou tudo o que restava

Via-se a roleta girar
E por amparo ou traição
Um golpe de sorte ou azar

-- Cárlisson Galdino



(http://bardo.castelodotempo.com/poesias)

sábado, 23 de outubro de 2010

ideia pro bob's de arapiraca

McDonald’s lança McNada para pessoas em dieta

mcnada McDonald’s lança McNada para pessoas em dieta

Novo McNada não terá calorias, gorduras nem nada

Novo sanduíche da rede foi concebido para pessoas mais preocupadas com a saúde e qualidade de vida. Segundo comunicado oficial do McDonald’s, o McNada não tem nenhuma caloria, qualquer tipo de gordura nem sódio, é completamente sem nada.

Assim como outros sanduíches, o McNada também será comercializado como uma promoção. E, para reforçar suas qualidades como um alimento saudável, constará no cardápio como o número zero.

Segundo estudos da Rede, as pessoas que substituíram uma das refeições do dia pelo McNada perderam em apenas um mês cerca de um terço da massa corporal. O McDonalds avisa, também, que o consumo do número Zero ajuda nas finanças. Ele custa R$ 10,00, uma redução de 30% do valor de um número normal, por nada.

A combinação de menor preço com menos calorias tem agradado aos consumidores. “Além de ser econômico, custa apenas 10 reais, é o numero mais barato. Eu mantenho a forma física e gasto pouco!”, disse João Pedro Souza.

“Eu sempre era agredido por travar a fila do caixa, pois como tenho o paladar infantil e não suporto a maioria dos sabores tinha que pedir os sanduiches na forma grill, sem cebola ou picles. Agora, com a promoção número zero com o McNada, eu nao preciso me preocupar com os ingredientes e, consequentemente com as agressões, pois esse é o lanche mais rápido para ser preparado.”, comemorou Thiago Cabral.

O gerente de marketing do McDonald’s, Ronaldo Donato, diz que os consumidores receberam bem este novo lançamento. Ele conta que alguns clientes compram 5 promoçoes e guardam no carro para consumirem dias depois, pois o produto não tem prazo de validade.

(http://www.diariodebarrelas.com.br/2010/08/17/mcdonalds-lanca-mcnada-para-pessoas-em-dieta/)

perigo global (valeu marcelos!)




















(http://furflestiras.blogspot.com/2010/10/169-stairway-to-heaven.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+FurflesTiras+%28Furfles+Tiras%29)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

cine-rock, 23-10


ufal - arapiraca
sábado, 14 hs



















quinta-feira, 21 de outubro de 2010

grandes momentos da filosofia (kant)

"Observamos de fato que, quanto mais uma razão cultivada se consagra ao gozo da vida e da felicidade, tanto mais o homem se afasta da verdadeira satisfação: resulta daí que em muitas pessoas, sobretudo nas mais experimentadas no uso da razão, se elas quiserem ter a sinceridade de o confessar, surja um certo grau de misologia, quer dizer, de ódio à razão. E isso porque, uma vez feito o balanço de todas as vantagens por elas extraídas, e não me refiro à invenção de todas as artes do luxo vulgar, mas ainda das ciências (que a elas parecem, ao final, serem também um luxo do entendimento), descobrem, contudo, que mais se sobrecarregaram de fadigas do que ganharam em felicidade e que, por isso, finalmente mais invejam do que desprezam os homens de condição inferior que estão mais próximos do instinto natural e não permitem à razão grande influência sobre o que fazem ou deixam de fazer."

(KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Primeira Seção (Transição do Conhecimento Moral da Razão Comum para o Conhecimento Filosófico))

contardo calligaris

Pedófilos, celibatários e infalíveis

Em 2002, graças a uma série de artigos do "Boston Globe", estourou, nos EUA, o escândalo dos abusos sexuais de crianças por padres católicos. Desde então, uma onda de denúncias varre a Igreja Católica no mundo inteiro.

Última revelação, no "New York Times" da quinta passada: nos anos 1990, quando ele comandava a Congregação da Doutrina e da Fé, o atual papa, Bento 16, suspendeu o julgamento de um padre americano, acusado de molestar 200 meninos surdos, de cujos espíritos e almas, em princípio, ele devia cuidar.

Aos meus olhos, nesta história que não acaba, o escândalo maior talvez não seja o abuso das crianças, mas o comportamento oficial da igreja: de maneira consistente e repetida, ela parece colocar seu interesse institucional acima de qualquer consideração moral. Escândalo, mas sem surpresa alguma: em geral, o projeto dominante de qualquer instituição é o de durar para sempre.

Mas trégua: não escrevo esta coluna para me indignar. Prefiro contribuir ao debate do momento com duas observações, sugeridas pela psicopatologia e pela clínica.

1) Da conversa de botequim até o pronunciamento de um teólogo que admiro (Hans Küng, na Folha de 21 de março), os abusos sexuais de crianças por padres católicos reavivam as críticas contra o celibato dos padres.

Cuidado, não sou um defensor do celibato dos padres. Ao contrário, parece-me que a experiência de amar e conviver melhoraria a qualidade dos ministros da igreja, porque a tarefa de ser consorte ensina uma humildade que é difícil alcançar na solidão, seja ela orgulhosa e casta ou, então, envergonhada e masturbatória. No entanto, acho bizarro que o fim do celibato dos padres seja apresentado como remédio contra a pedofilia.

Essa ideia surge de uma visão hidráulica do desejo sexual, como se esse fosse um rio que, se for impedido de correr no seu leito natural, encontrará todo tipo de caminho torto e desviado. Por essa visão, na ausência de esposa, a libertinagem, não tendo para onde ir, transborda e acaba banhando (quem sabe, afogando) as crianças; portanto, os padres pedófilos não precisariam recorrer a meninos e meninas se dispusessem de uma mulher com quem saciar seus apetites.

É raro que eu me expresse de maneira tão direta, mas é preciso dizer: essa ideia é uma estupidez. Fantasias e orientações sexuais nunca são o efeito de acumulação de energia sexual insatisfeita. Um pedófilo poderá, eventualmente, desejar uma mulher e casar com ela, mas o fato de cumprir, mesmo com afinco, o dever conjugal não o livrará das fantasias pedofílicas. Teremos, simplesmente, pedófilos casados, em vez de solteiros.

Não vejo o que ganharíamos com isso, mas vejo, isso sim, na própria proposta, um desprezo inacreditável pelas mulheres que se casariam para servir de válvulas de escape para a "depravação" dos seus maridos. Ninguém merece.

A quem propõe o casamento como solução para a pedofilia dos padres, uma sugestão: proponha um programa compulsório de transa diária com a boneca inflável do Geraldão. Será tão ineficiente quanto o casamento, mas, ao menos, as mulheres serão poupadas.

2) Não é exato dizer que pedófilo é quem gosta de "carne" jovem. Pois o que importa ao pedófilo, o que é crucial na fantasia, é induzir a vítima a aceitar algo que ela desconhece e não entende. A jovem idade da vítima é sobretudo garantia de sua inocência e ignorância, ou seja, do fato de que a vítima não entenderá o que lhe será feito.

Por exemplo, um dos padres denunciados em Boston, em 2002, explicou que seu prazer consistia não tanto em ser satisfeito oralmente por um menino quanto em convencer o menino de que essa era uma forma especial de santa comunhão, que ele, o padre, ensinava e administrava.

Em suma, o pedófilo encontra seu prazer iniciando os ignaros e exercendo sobre eles um poder pedagógico absoluto. Agora, considere o jeito como a Igreja Católica tratou seu rebanho, até ser forçada a reconhecer a culpa de alguns de seus ministros. Considere a prática recorrente de camuflar decisões administrativas em dogmas divinos, considere a repressão teológica em lugar do diálogo e ainda considere a doutrina da pretensa infalibilidade do pontífice. Pois bem, aparentemente, os padres pedófilos são pequena minoria, mas a igreja como instituição trata mesmo seus fiéis como criancinhas.

(http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/04/pedofilos-celibatarios-e-infaliveis.html)