(FSP, 23/12/2010)
novo blog
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
FAlha de São Paulo
Como vocês devem imaginar, não foi fácil para o Estadão publicar um petardo contra sua compadre da Barão de Limeira. O jornal quis cortar o trecho em que Assange referia-se à Falha, mas o pessoal do WikiLeaks que acompanhava o Assange não deixou. Tinha uma exigência clara de não se vetar nenhuma das partes da entrevista, segundo confirmação de fontes do próprio Estadão. Uma vez impedido de censurar a censura, a direção do jornal dos Mesquita teve que travar um saboroso e constrangedor diálogo com a direção da Folha, diálogo esse que eu pagaria mil reais para ouvir uma gravação. O resultado foi a publicação do trecho da Falha mais o box-outro lado da Folha, aquele texto risível em que o jornal do Otavinho nega a censura (disponível apenas para assinantes). Não sei porque, mas ver a Folha repetindo freneticamente “Eu não censurei!”, lembra aquele personagem do Casseta & Planeta que, dentro de uma sauna gay, rodeado de marmanjos e só de toalha, bradava “Eu não sou gay!”.
(http://desculpeanossafalha.com.br/)
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leia a entrevista de Assange em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101223/not_imp657267,0.php
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Em uma entrevista concedida ao Estadão ontem, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, citou o caso do blog satírico FAlha de São Paulo para defender a liberdade de expressão.
“Entendo a importância de proteger a marca e temos sites similares que se passam por WikiLeaks. Mas o blog não pretende ser o jornal e acho que deve ser liberado. A censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada. Sempre que haja censura, ela deve ser denunciada”, disse Julian ao jornalista Jamil Chade.
O site FAlha de S Paulo foi retirado do ar por ordem da justiça paulista, após o jornal Folha de S Paulo entrar com processo por uso indevido da marca. O site humorístico satrizava o maior jornal do país.
Ontem a organização Repórteres sem Fronteiras pediu que a Folha de S Paulo retire o processo, dizendo que o jornal se “engrandeceria” ao tomar esta atitude.
O jornal nega que tenha censurado o conteúdo do site – diz que o problema é o nome parecido e o logo da Folha.
(http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/)
(postagens de 23/12/2010)
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
SATAN CLAUS (resultado)
SATAN CLAUS
Derrubamos um site com apenas 10 pessoas atacando!
Configuração do HOIC para HOJE AS 14H - Horário de Brasília
ALVO: http://g1.globo.com/
POWER: High
BOOSTER: Dutchfreedom.com
THREADS: 30
*Desliguem tudo, MSN e Navegador, deixem o HOIC rodando livremente. Se ele sobre-carregar e fechar, mudem os parâmetros para menos.
Procurem pelo TUTORIAL HOIC aqui na comunidade
Lá tem o link para download.
Boa Sorte!
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Para baixar o LOIC e HOIC (muito mais poderoso)
Não vai sair do ar pois o server é meu lol
é só clicar nesses links:
LOIC - http://db.tt/v9V624P
HOIC - http://db.tt/62bvF9p
(do orkut)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
latinas
Lucrum sine damno alterius fieri non potest (Publílio Siro)
"O lucro de um não pode existir sem o prejuízo de outro"
ATEA
Morreu pagã, sem receber o batismo das ruas, a campanha publicitária contra o preconceito que a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) previa para este mês.
Com frases como "se Deus existe, tudo é permitido"; "a fé não dá respostas, só impede perguntas" e "somos todos ateus com os deuses dos outros", foi recusada em São Paulo, Salvador e Porto Alegre, as três cidades do país em que estava programada.
Aqui, como na Austrália, foi vetada pelas empresas de ônibus, que estampariam os outdoors ambulantes. Nenhuma quis meter a mão num vespeiro que envolve fé e religião.
Menos mal que a censura não tenha vindo do governo, como na Itália. Pena ter perdido a oportunidade de despertar a polêmica vivida na Inglaterra e Espanha. Sem entrar no mérito do conteúdo, a campanha poderia jogar os holofotes no postulado que prega a superioridade moral daqueles que creem em algum deus.
Estimados em 2% ou 3% da população, os ateus foram, ao longo dos tempos, uma minoria silenciosa e quase invisível. Invisibilidade conveniente, tendo em conta a inquisição sociorreligiosa que fez -e faz- da condição um insulto.
Mas a minoria descrente cansou de apanhar em silêncio.
Há dois meses, quando Frei Betto escreveu na Folha que os torturadores da ditadura eram ateus militantes, choveram protestos à ombudsman, no "Painel do Leitor", em blogs. Curioso é que os sem deus entraram no artigo como Pilatos no Credo, uma menção lateral num texto cujo intuito era atestar a religiosidade da candidata Dilma Rousseff.
O frade dominicano tentou explicar depois, em entrevistas, seu conceito de "ateu militante", mas a emenda não colou -retórica à parte, por crença ou obrigação religiosa, seu discurso só ajuda a reforçar a ladainha de que o mal é monopólio de quem não crê.
Ironicamente, é o mesmo ponto de vista do apresentador José Luís Datena, que em seu programa de TV tascou na conta do ateísmo a existência de crimes hediondos, bandidos, estupradores e assassinos. E elaborou: "Ateus são pessoas sem limites, por isso matam, cometem essas atrocidades. Pois elas acham que são seu próprio Deus".
Que duas figuras tão ideologicamente distintas comunguem o mesmo preconceito simplório revela o quanto ele está arraigado. E convém ressaltar que elas são só duas vozes do coro, mas o mantra é de uso geral e consagrado.
A campanha publicitária dos ateus e agnósticos era a chance de desafinar, levando às ruas mensagens que a maioria religiosa provavelmente encararia com desconforto ou até como ofensa pessoal. Seria no mínimo divertido assistir. Com muita sorte, poderia até ser educativo.
(Vera Guimarães Martins. Folha de SP, 19/12/2010)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1912201006.htm
WikiLeaks na Folha de SP (19/12)
A Ombudsman também não tocou no assunto, em sua coluna semanal.


