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sábado, 21 de maio de 2011

ponte e asa

(kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

exposição de pamonhas


Esta exposição é composta por 26 pequenos objetos, a maioria em cerâmica de alta temperatura, ouro e pedras, adotando o formato de “pamonhas”, que têm como invólucro, variadas marcas de grife: Chanel, Dior, Victor Hugo, Prada etc. Um dos objetivos desta proposta é tornar as pamonhas, objetos de luxo e desejo.
O artista mineiro Lamounier Lucas é Publicitário e Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Para essa produção, pesquisou por cerca de um ano, o mercado de luxo das grifes famosas e produziu “pamonhas” de variadas categorias: vestuário, automóvel, tabacaria, cosméticos, acessórios de viagem, relojoaria e joalheria, confeccionadas com riqueza de detalhes.
A escolha da “pamonha” como objeto de arte, resultou da reflexão sobre aquilo que é popular em contraponto aos objetos de luxo que são de certo modo desejados, mas nem sempre acessíveis ao público geral.
EXPOSIÇÃO: ‘Pamonha, pamonha, pamonha.’
AUTOR: Lamounier Lucas
ONDE: Galeria Archidy Picado (Espaço Cultural José Lins do Rego, Rua Abdias Gomes de Almeida, 800 – Telefone: 83-3211-6272
PERÍODO: de 05 a 29 de maio de 2011
VISITAÇÃO: de segunda a sexta, de 8 às 18h; sábados e domingos, das 14h às 20h.
QUANTO: Gratuito.
(http://presenciandoarte.com.br/blog/?p=869#more-869)

terça-feira, 17 de maio de 2011

II Semana de História (UNEAL - Arapiraca)


Slides do minicurso de quarta-feira (18/05), apresentados na "II Semana de História da UNEAL- Arapiraca". Montados a partir de uma leitura da História do Brasil pelo Método Confuso - livro do capixaba Mendes Fradique, publicado em jornais cariocas a partir de 1917 (em livro em 1922). 
Junto com uma parte descritiva sobre os bestialógicos do Romantismo brasileiro, compõe o substrato teórico do capítulo 8 da 'Enciclopédia Jagunça': "Teoria Soroptimista" é uma aplicação do método confuso a livros de Guimarães Rosa.

semana da luta antimanicomial

Na sexta, será debatido o filme 'O Alucinado', de Luís Buñuel (México, 1953). 

o bom-crioulo (adolfo caminha)



“O romance entre Bom-Crioulo e Aleixo é tratado com naturalidade e é de se lembrar que, quando os dois moram juntos na Rua da Misericórdia, são objeto de inveja por parte de outros marinheiros.”

         “Como no caso de Pombinha [de O cortiço], também é a relação homossexual que parece liberar a sexualidade de Aleixo, inclusive para o sexo oposto, pois é depois de se relacionar com Amaro que Aleixo vai manter suas primeiras relações sexuais com uma mulher.”

         A moral da história de Caminha não é que os ‘pederastas’ são degenerados [...]. Afinal, Aleixo é morto e Amaro vai presumivelmente preso não porque praticam relações homossexuais, mas porque um trai o outro. Não é a prática do homossexualismo em si mesma que leva ao trágico desenlace.”

(FRY, Peter. Léonie, Pombinha, Amaro e Aleixo: prostituição, homossexualidade e raça em dois romances naturalistas. In: EULÁLIO, Alexandre et al. Caminhos cruzados: linguagem, antropologia e ciências naturais. São Paulo: Brasiliense, 1982. pp.33-52)

“Salta aos olhos que o homossexualismo tematizado por Caminha é um desvio do heterossexualismo. O desejo não se manifesta na direção de um igual, pura e simplesmente, mas de um igual que se assemelha ao diferente. [...] Desfaz-se, portanto, o nó homossexual do romance: Amaro busca o Aleixo enquanto ‘mulher’. Este se submete por necessidade de proteção e sobrevivência. [...] Acaba unindo-se satisfatoriamente à primeira mulher que lhe aparece pela frente.”

“Poder-se-ia perguntar até que ponto o negro Amaro escolhe um jovem louro para amar e sustentar, como compensação de sua condição econômico-racial. E este, ao trocá-lo por uma mulher portuguesa, estaria comportando-se como seus pares da raça branca, humilhando-o e rebaixando-o. Troca o homem pela mulher, o negro pelo branco, o africano pelo português, o fedorento pelo cheiroso, o animal pelo humano, o colonizado pelo colonizador.”

(MALARD, Letícia. Sexualidade à moda naturalista. In: Literatura e dissidência política. Belo Horizonte: UFMG, 2006. pp.181-196)

domingo, 15 de maio de 2011

grandes momentos da política brasileira

A pressão da bancada evangélica impediu a votação do projeto de lei complementar 122/06 que criminaliza os atos de homofobia. Ele seria votado nesta manhã na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Em uma sessão que ao final contou com troca de xingamentos e ofensas entre o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), o projeto foi retirado de pauta sem previsão de retorno.
Representantes da Frente Parlamentar Evangélica presentes à sessão pediram o adiamento alegando que devem ser realizadas audiências públicas, porque ele não teria sido suficientemente discutido no Congresso. "Precisamos debater à exaustão, sem privilegiar ninguém. Há pelo menos 150 milhões de brasileiros que não foram ouvidos", disse o senador Magno Malta (PR-ES).
O projeto de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP) tramita há dez anos no Congresso e somente em 2006 foi aprovado no plenário da Câmara. Relatora do projeto na CDH, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) queria tentar aprovar o seu parecer até a próxima semana, a tempo das comemorações do Dia Nacional de Combate à Homofobia, no próximo dia 17, que vão movimentar a Esplanada em Brasília.
Marta chamou a atenção para esse momento "de maior compreensão e humanidade" que se estabeleceu no País, a partir do recente julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que estendeu às uniões entre pessoas do mesmo sexo os mesmos direitos e deveres dos casais heterossexuais. "O Judiciário se pronunciou sobre um assunto que há 16 anos o Congresso não consegue se pronunciar", completou a petista. "Esse projeto tem a ver com tolerância, respeito e cidadania, vai ajudar a diminuir a violência contra homossexuais", concluiu.(mais:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2011/05/12/evangelicos-barram-votacao-de-projeto-contra-homofobia.jhtm )

terça-feira, 10 de maio de 2011

treze de maio

anchieta escrevendo na areia

em cima, na visão romântica (XIX) de Benedito Calixto.
abaixo, mais de perto, de frente, atormentado e com o mar revolto ao fundo. Portinari assina na areia.

benjamin

Em nossos livros de leitura havia a parábola de um velho que no momento da morte revela a seus filhos a existência de um tesouro enterrado em seus vinhedos. Os filhos cavam, mas não descobrem qualquer vestígio do tesouro. Com a chegada do outono, as vinhas produzem mais que qualquer outra na região. Só então compreenderam que o pai lhes tinha transmitido uma certa experiência: a felicidade não está no tesouro, mas no trabalho. Tais experiências nos foram transmitidas, de modo benevolente ou ameaçador, à medida que crescíamos: “Ele é muito jovem, em breve poderá compreender”. Ou: “Um dia ainda compreenderá”. Sabia-se exatamente o significado da experiência: ela sempre fora comunicada aos jovens. De forma concisa, com a autoridade da velhice, em provérbios; de forma prolixa, com a sua loquacidade, em histórias; muitas vezes como narrativas de países longínquos, diante da lareira, contadas a pais e netos. Que foi feito de tudo isso? Quem encontra ainda pessoas que saibam contar histórias como elas devem ser contadas? Que moribundos dizem hoje palavras tão duráveis que possam ser transmitidas como um anel, de geração em geração? Quem é ajudado, hoje, por um provérbio oportuno? Quem tentará, sequer, lidar com a juventude invocando a sua experiência?
(BENJAMIN, Walter. “Experiência e pobreza” (1933), p.114)