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domingo, 17 de outubro de 2010

pra marina

"17/10/2010 - 13h58 (uol)

Marina oficializa neutralidade para segundo turno"

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é fácil distinguir direita e esquerda

família band

ronaldo (afastando-se) - "pô, vcs tão me encoxando..."
fernando fernandes dá risada

fernando fernandes - "e o tite, roberto?"
roberto carlos - "eu não falei com ele. o andrés sanches que é o presidente. por mim, pode vir o téte, o tite, o tóte..."

ff - "vc é muito educado, mas... o torcedor.."
rc - "o torcedor viu que a gente correu, que a gente tentou, isso que importa"

(no jogo, ronaldo marcou um gol anulado por impedimento, e perdeu outro, feito, de cabeça. mas ficou em campo os 97 minutos)

grandes momentos da filosofia (leibniz)

" [...] Respirei fundo, erguendo um pouco os ombros para engolir mais ar. Meu corpo inteiro nunca tinha me parecido tão novo. Comecei a descer o morro, o quartel ficando para trás. Bola de fogo suspensa, o sol caía no rio. Sacudi um pé de manacá, a chuva adocicada despencou na minha cabeça. Na primeira curva, o Chevrolet antigo parou a meu lado. Como um grande morcego cinza.
— Vai pra cidade?
Como se estivesse surpreso, espiei para dentro. Ele estava debruçado na janela, o sol iluminando o meio sorriso, fazendo brilhar o remendo dourado do canino esquerdo.
— Quer carona?
— Vou tomar o bonde logo ali na Azenha.
— Te deixo lá — disse. E abriu a porta do carro.
Entrei. O cigarro moveu-se de um lado para outro na boca, enquanto a mão engatava a primeira. Um vento entrando pela janela fazia meu cabelo voar. Ele segurou o cigarro, Continental sem filtro, eu tinha visto, entre o polegar e o indicador amarelados, cuspiu pela janela, depois me olhou.
— Ficou com medo de mim?
Não parecia mais um leão, nem general espartano. A voz macia, era um homem comum sentado na direção de seu carro. Tirei do bolso a caixinha de chicletes, abri devagar sem oferecer. Mastiguei. A camada de açúcar partiu-se, um sopro gelado abriu minha garganta. Engoli o vento para que ficasse ainda mais gelada.
— Não sei. — E quase acrescentei meu sargento. Sorri por dentro. — Bom, no começo fiquei um pouco. Depois vi que o senhor estava do meu lado.
— Senhor, não: Garcia, a bagualada toda me chama de Garcia. Luiz Garcia de Souza.
Sargento Garcia. — Simulou uma continência, tornou a cuspir, tirando antes o cigarro da boca.
— Quer dizer então que tu achou que eu estava do teu lado. — Eu quis dizer qualquer coisa, mas ele não deixou. O carro chegava no fim do morro. — É que logo vi que tu era diferente do resto. — Olhou para mim. Sem frio nem medo, me encolhi no banco. — Tenho que lidar com gente grossa o dia inteiro. Nem te conto. Aí quando aparece um moço mais fino, assim que nem tu, a gente logo vê. — Passou os dedos no bigode. — Então quer dizer que tu vai ser filósofo, é? Mas me conta, qual é a tua filosofia de vida?
— De vida? — Eu mordi o chiclete mais forte, mas o açúcar tinha ido embora. — Não sei, outro dia andei lendo um cara aí. Leibniz, aquele das mônadas, conhece?
— Das o quê?
— As mônadas. É um cara aí, ele dizia que tudo no universo são. Assim que nem janelas fechadas, como caixas. Mônadas, entende? Separadas umas das outras. — Ele franziu a testa, interessado.
Ou sem entender nada. Continuei: — Incomunicáveis, entende? Umas coisas assim meio sem ter nada a ver umas com as outras.
— Tudo?
— É, tudo, eu acho. As casas, as pessoas, cada uma delas. Os animais, as plantas, tudo. Cada um, uma mônada. Fechada.
Pisou no freio. Estendi as mãos para a frente.
— Mas tu acredita mesmo nisso?
— Eu acho quê.
— Pois pra te falar a verdade, eu aqui não entendo desses troços. Passo o dia inteiro naquele quartel, com aquela bagualada mais grossa que dedo destroncado. E com eles a gente tem é que tratar assim mesmo, no braço, trazer ali no cabresto, de rédea curta, senão te montam pelo cangote e a vida vira um inferno. Não tenho tempo pra perder pensando nessas coisas aí de universo
— A voz amaciou, depois tornou a endurecer. — Minha filosofia de vida é simples: pisa nos outros antes que te pisem. Não tem essas mônicas daí. Mas tu tem muita estrada pela frente, guri. Sabe que idade eu tenho? — Examinou meu rosto. Eu não disse nada. — Pois tenho trinta e três. Do teu tamanho andava por aí meio desnorteado, matando contrabandista na fronteira. O quartel é que me pôs nos eixos, senão tinha virado bandido. A vida me ensinou a ser um cara aberto, admito tudo. Só não agüento comunista. Mas graças a Deus a revolução já deu um jeito nesse putedo todo. Aprendi a me virar, seu filósofo. A me defender no braço e no grito. — Jogou fora o cigarro. A voz macia outra vez. — Mas contigo é diferente.
Mastiguei o chiclete com mais força. Agora não passava de uma borracha sem gosto. [...]"
(ABREU, Caio Fernando. Sargento Garcia. In: Morangos Mofados.)

josé arbex jr.

"SL - Por que no Brasil não há uma crítica da mídia? E, quando há, se atém ao trabalho do jornalista e não envolve as grandes corporações?

Arbex - Aqui no Brasil isso se repete de uma forma extremamente perigosa, porque com o poder da televisão sobre os telespectadores há uma confusão deliberada e ainda maior entre o que é show e o que é telenovela, entre o que é telenoticiário e o que é telentretenimento. Um exemplo é a novela O Clone, que tem por enredo o Islã. Quem assistir à novela vai ter a impressão de que conhece o Islã, de que conhece os costumes, de que sabe o que é o Islã e de como a mulher islâmica é tratada. Então eles transformaram a novela em telenoticiário sobre o Islã. Porque ninguém vai parar para pensar "o que eu estou vendo é ficção". Não; é "estou vendo o Islã". E por outro lado, o Jornal Nacional é transmitido como uma telenovela - a estrutura, a estética, a linguagem que ele utiliza. De videoclipe, diálogos rápidos, imagens panorâmicas; é bonito, agradável de se ver. Tem-se a ficção apresentada como telejornalismo e o jornalismo apresentado como teleficção. É uma total confusão de registros para 70, 80 milhões de telespectadores que vão assistir e deglutir aquilo sem fazer a crítica necessária. Com isso há aí um instrumento de manipulação.

SL - Como surgiu o livro [ARBEX JR., Showrnalismo: a notícia como espetáculo. SP: Casa Amarela, 2001], qual foi sua motivação?

Arbex - Foi a minha tese de doutorado em história na USP e surgiu como resultado de minhas observações diretas, do trabalho profissional de jornalista. E também de uma preocupação muito grande, quando houve a cobertura da Guerra do Golfo, em janeiro de 91, e a mídia mostrou pela televisão, ao vivo e em cores, uma guerra em que ninguém morreu. Uma guerra sem sangue, não teve mortos, não teve cadáver. E se dizia naquela época que os EUA tinham inventado as armas inteligentes. E na verdade sabe-se que mais de 130 mil pessoas morreram na guerra. Então a pergunta que eu fiz foi: como foi possível eles convencerem o mundo de que ninguém morreu numa guerra coberta ao vivo e em cores? Segunda pergunta: se eles convenceram o mundo disso, do que mais eles estão convencendo o mundo; quer dizer, o que mais eles estão mostrando pela televisão que nós não sabemos? E isso envolve uma terceira questão, que é a relação entre a mídia e o poder. Se eles têm o poder de mostrar o mundo do jeito que eles querem, então esse é um poder político, de manipulação das imagens, das informações. Dessas perguntas surgiu a tese.

SL - Já pelo título do livro, a primeira associação que se faz é com Guy Debord e a Sociedade do Espetáculo. O que Guy Debord signfica no seu trabalho?

Arbex - Guy Debord é fundamental. No livro A Sociedade do Espetáculo, de 67, ele justamente mostra como no capitalismo o espetáculo confere uma aparência, uma unidade para o mundo, que na verdade o mundo já não tem. Quer dizer, a vida das pessoas é fragmentária, é solitária, é isolada, é cheia de sofrimento e de angústia - mas, por intermédio da mídia, todos vivem um grande show, uma sensação de poder junto com os milionários e famosos, uma sensação de festa, como os grandes filmes de aventura, que na verdade não existe em seu cotidiano. Então a sociedade do espetáculo preenche esse vazio do cotidiano. Nesse sentido, o Guy Debord é um cara fundamental para pensar esse mundo. Só que evidentemente ele escreveu tudo isso em 67. De 67 para hoje houve uma radical diferença no sentido da evolução tecnológica. A cobertura da Guerra do Golfo, em 91, não teve nada a ver com a cobertura da Guerra do Vietnã, em 67.

SL - Em que sentido?

Arbex - No sentido de que a tecnologia conseguiu meios de digitalizar o mundo, ou seja, de transformar imagens do mundo em imagens digitalizadas que são apresentadas como se fossem imagens verdadeiras, como aconteceu na Guerra do Golfo. Eles mostraram imagens digitais dessa guerra como se fossem imagens do que realmente estava acontecendo. Isso no campo da linguagem específica do vídeo. No campo mais geral da tecnologia psicossocial houve um avanço notável na capacidade que eles têm de produzir clichês, pensamentos padrão e formas-padrão de percepção da realidade que condicionam o comportamento, orientam percepções e criam comoções de massa. Como o que está acontecendo agora no conflito do World Trade Center: desde o começo a CNN entrou na cobertura fazendo uma campanha pela guerra. Isso se vê nas vinhetas da CNN. A do primeiro dia foi "America Under Attack", como se a América estivesse permanentemente sob ataque. E a do segundo dia foi "America's New War". Quer dizer, é uma campanha pela guerra feita pela mídia. Então a mídia não informa, ela é parte desse processo, ela é um instrumento de guerra. E o Guy Debord detectou esse processo mas não viveu esse processo histórico que nós estamos vivendo hoje.

SL - Por que um trabalho como o seu só pode ser feito misturando essas várias linhas (o marxismo, a crítica da cultura e da mídia, o pós-modernismo e o conservadorismo de Martin Heidegger)?

Arbex - Para analisar esse processo de forma abrangente tem-se que levar em conta os aspectos tecnológicos, psicossociais, psicológicos, lingüísticos, materiais e a luta de classe. Daí eu ter usado uma série de referenciais. Veja no caso do Marx, por exemplo, ou dos críticos da cultura: embora a crítica da cultura marxista lance mão de conceitos freudianos em certos aspectos, não os acho suficientes.

SL - O que falta?

Arbex - Falta, por exemplo, uma maior compreensão de como a mídia usa a pulsão freudiana para hipnotizar, análise que Umberto Eco faz muito bem. Acho meio difícil fazer a crítica das imagens de guerra sem passar por Umberto Eco, que não é crítico da cultura no sentido da Escola de Frankfurt. Por outro lado, para analisar jornal e como a linguagem envolve as pessoas, acho necessários a hermenêutica e o estudo da linguagem feito pelos hermeneutas, como Heidegger. São recursos utilizados para analisar determinados aspectos da realidade que um código só não dá conta.

SL - E foi tranqüilo fazer isso dentro da universidade?

Arbex - Não. Na minha defesa de tese isso foi uma discussão muito interessante. Um dos examinadores da banca, o professor István Jancsó, disse uma frase que achei muito boa - e não por acaso eu convidei o István para fazer a orelha do livro. Ele disse: "A primeira vez que eu li a sua tese eu fiquei irritadíssimo, me causou muita irritação, porque a tese não foi escrita com o método próprio e consagrado de uma tese de história da Universidade de São Paulo." Ela não lança mão de métodos consagrados academicamente como uma pesquisa de história. Na verdade, eu faço uma leitura multidisciplinar do que está acontecendo, fazendo com que essa tese pudesse ser defendida na Letras ou na ECA, ou na História, nas Ciências Sociais. Porque tentei colocar em crise essa divisão de saberes dentro da universidade. Então ele falou: "A primeira vez que li fiquei irritado, mas aí me perguntei se minha irritação não decorria justamente de uma divisão à qual estou acostumado e que você não aceita. E aí li de novo e cheguei à seguinte conclusão: 99% dos trabalhos que eu leio estão formalmente perfeitos, mas são dissertações ocas. A sua não; não tem formalidade nenhuma, mas ali tem uma tese. E aí eu gostei." Achei que era justamente isso o que eu queria fazer: um trabalho que não ficasse restrito à divisão formal de saberes consagrada pela universidade."
(da internet, entrevista tirada do ar)

sábado à noite, na tv

globo: “chegamos à conclusão de que há náufragos nessa ilha!” (zorra total, mostrando insistentemente mulher de biquíni)
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na record, marcos mion é o responsável por mostrar o rego da melancia
a record cobriu a vitória de uma jornalista da record, que ganhou um concurso de beleza (e o apresentador fez que não sabia)
um cara fala dum “livro bem feminino”, “ela conheceu um xamã da indonésia”, “em bali, que ela conheceu ele”, faz um merchandising dum bestseller de livraria (a fazenda, record news)
sergio mallandro plastifica meia melancia, com a ajuda de alguém, que reclama: “ai, malandro, cê ta fudido na minha mão” (fala a que ajudou o sérgio malandro com a melancia, na record news)
a mulher melancia tá cortando carne crua, com um facão, e olha pro sergio malandro com o canto do olho
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rede tv!, na véspera do debate do segundo turno: luciana gimenez e um tiozinho rico
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na band, um filme quase caricato de tão marcadamente norte-americano, sobre a revolução cubana (!)
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sbt – alice dublado (o do gene wilder)
(Folha de SP, 15/10/10)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

protesto contra o capitalismo

"Cerca de 130 pessoas fizeram manifestação pacífica em centro de compras na zona sul do Rio, contra o "sistema capitalista"

Um grupo de 130 sem-teto, favelados, estudantes e punks inaugurou uma forma inédita de protesto ontem no Rio, ao promover uma invasão pacífica do shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul.
O objetivo, segundo os organizadores, era protestar "contra o sistema capitalista, mostrando o contraste entre o consumo supérfluo e a fome".
A manifestação dividiu a opinião de compradores, comerciantes e turistas, surpreendidos pela presença dos manifestantes de aparência simples entre as vitrines e os corredores de mármore.
"Estão nos coagindo utilizando como arma o fator surpresa, fatal para nós que vivemos na tensão da cidade grande", disse Eliomar Marques Lins, 25, que fazia compras com a mulher.
"Não fiquei com medo. O movimento é bom porque a desigualdade aqui é imensa", disse o turista inglês Peter Cook.
Mesmo diante do olhar desconfiado dos lojistas, os sem-teto não se intimidaram: experimentaram roupões de seda e puseram os filhos para brincar com brinquedos importados.
Os manifestantes se disseram integrantes da Frente de Luta Popular, um "fórum de entidades" surgido há dois meses para "criar novas alternativas de luta".
A idéia de invadir um shopping foi anunciada há duas semanas, mas a escolha do estabelecimento foi mantida em sigilo até alguns minutos antes da invasão, às 11h.
Apesar do segredo, a Polícia Militar descobriu os planos, avisou a administração do shopping e mobilizou 45 homens para fazer o isolamento do local.
A reportagem da Folha apurou que a Polícia Federal vinha monitorando os acampamentos do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), uma das entidades participantes da Frente de Luta Popular. Mas não pôde impedir o deslocamento do grupo porque os militantes não estavam em ônibus clandestinos, mas em coletivos alugados.
A entrada no shopping foi negociada entre o chefe do Comando de Policiamento da Capital, coronel Fernando Belo, e o líder do MTST, que se identificou como Eric Vermelho.
"Não estamos invadindo. Queremos dar um passeio como qualquer família. Se nós construímos os shoppings, por que não podemos entrar?", disse Eric.
A administração do shopping reuniu seus seguranças para acompanhar o "passeio" dos manifestantes, que encenaram performances com leitura de poesias, rodas de capoeira e representações teatrais.
Alguns comerciantes fecharam as portas, como foi o caso da loja de moda masculina Richard's e da butique Rudge. Na joalheria Marina, os vendedores também pararam o trabalho. Os manifestantes sentaram no chão em frente à loja, declamando poesias de Ferreira Gullar e Pablo Neruda.
Na loja de moda de praia Redley, o gerente, Eduardo Pinho, adotou a diplomacia. "Procurei deixá-los bem à vontade. Sabia que eles não iam comprar nada, mas não concordo com a discriminação", disse Pinho.
Na hora do almoço, os manifestantes ocuparam a praça de alimentação. Comeram pão com mortadela e tomaram refrigerantes. Militantes sentaram à mesa do industriário Márcio Castro, 32, que interrompeu a refeição para ouvi-los. "É constrangedor, mas não é assustador. Acho que o caminho deles é esse. Não existe outra opção", disse Castro.
Às 16h, os manifestantes deixaram o shopping e seguiram em passeata, sob a chuva, até o palácio Guanabara, sede do governo estadual, onde dois deles foram recebidos pelo secretário de Governo, Fernando William.
Antes de deixar o shopping Rio Sul, obtiveram uma última concessão da administração do estabelecimento, que alugou três ônibus para levá-los de volta à zona oeste da cidade.

Associação vai recorrer à Justiça

Os donos de shoppings devem entrar na Justiça com uma medida cautelar para impedir que os estabelecimentos se tornem palco frequente de protestos como o ocorrido no Rio ontem.
"O protesto deles é contra o sistema, e não contra as pessoas que estão trabalhando. Não houve danos materiais, mas caso essa situação se torne frequente, vai afastar o consumidor", disse o vice-presidente da Abrasc (Associação Brasileira de Shopping Centers), Cláudio Guaranis.
Apesar de reconhecer que o movimento foi pacífico, Guaranis, que também é diretor de operações do Rio Sul, disse que houve desconforto do público com a presença dos manifestantes.
"Não é o nosso público. O shopping está atendendo bem a eles, mas temos medo que, por exemplo, eles prendam o pé na escada rolante, pois não estão acostumados", afirmou.
Segundo ele, o shopping ofereceu lanche para os manifestantes, mas eles preferiram os sanduíches de pão com mortadela e os refrigerantes comprados pelos organizadores do protesto.
Guaranis disse que o protesto pegou a direção de surpresa, pois o shopping só foi avisado minutos antes pela polícia.
Houve quem acreditasse que tudo não passasse de propaganda. "Acho que é marketing do shopping para mostrar que não discrimina ninguém e, assim, vender mais", disse Meire Sarkissian, gerente de loja, ao ver os manifestantes circulando cercados por fotógrafos e cinegrafistas."
(Folha de SP, 05/08/2000)

grandes momentos da religião

"Antigamente não se falava em homossexual. Quando começa a (dizer) que eles têm direitos, direitos de se manifestar publicamente, daqui a pouco vão achar os direitos dos pedófilos."

(dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, no primeiro dia da 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em O Globo, 04/05/10)
(http://bogdopaulinho.blogspot.com)

grandes momentos da política brasileira



terça-feira, 12 de outubro de 2010

angeli


(FSP, 12/10/10)