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sábado, 23 de outubro de 2010

ideia pro bob's de arapiraca

McDonald’s lança McNada para pessoas em dieta

mcnada McDonald’s lança McNada para pessoas em dieta

Novo McNada não terá calorias, gorduras nem nada

Novo sanduíche da rede foi concebido para pessoas mais preocupadas com a saúde e qualidade de vida. Segundo comunicado oficial do McDonald’s, o McNada não tem nenhuma caloria, qualquer tipo de gordura nem sódio, é completamente sem nada.

Assim como outros sanduíches, o McNada também será comercializado como uma promoção. E, para reforçar suas qualidades como um alimento saudável, constará no cardápio como o número zero.

Segundo estudos da Rede, as pessoas que substituíram uma das refeições do dia pelo McNada perderam em apenas um mês cerca de um terço da massa corporal. O McDonalds avisa, também, que o consumo do número Zero ajuda nas finanças. Ele custa R$ 10,00, uma redução de 30% do valor de um número normal, por nada.

A combinação de menor preço com menos calorias tem agradado aos consumidores. “Além de ser econômico, custa apenas 10 reais, é o numero mais barato. Eu mantenho a forma física e gasto pouco!”, disse João Pedro Souza.

“Eu sempre era agredido por travar a fila do caixa, pois como tenho o paladar infantil e não suporto a maioria dos sabores tinha que pedir os sanduiches na forma grill, sem cebola ou picles. Agora, com a promoção número zero com o McNada, eu nao preciso me preocupar com os ingredientes e, consequentemente com as agressões, pois esse é o lanche mais rápido para ser preparado.”, comemorou Thiago Cabral.

O gerente de marketing do McDonald’s, Ronaldo Donato, diz que os consumidores receberam bem este novo lançamento. Ele conta que alguns clientes compram 5 promoçoes e guardam no carro para consumirem dias depois, pois o produto não tem prazo de validade.

(http://www.diariodebarrelas.com.br/2010/08/17/mcdonalds-lanca-mcnada-para-pessoas-em-dieta/)

perigo global (valeu marcelos!)




















(http://furflestiras.blogspot.com/2010/10/169-stairway-to-heaven.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+FurflesTiras+%28Furfles+Tiras%29)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

cine-rock, 23-10


ufal - arapiraca
sábado, 14 hs



















quinta-feira, 21 de outubro de 2010

grandes momentos da filosofia (kant)

"Observamos de fato que, quanto mais uma razão cultivada se consagra ao gozo da vida e da felicidade, tanto mais o homem se afasta da verdadeira satisfação: resulta daí que em muitas pessoas, sobretudo nas mais experimentadas no uso da razão, se elas quiserem ter a sinceridade de o confessar, surja um certo grau de misologia, quer dizer, de ódio à razão. E isso porque, uma vez feito o balanço de todas as vantagens por elas extraídas, e não me refiro à invenção de todas as artes do luxo vulgar, mas ainda das ciências (que a elas parecem, ao final, serem também um luxo do entendimento), descobrem, contudo, que mais se sobrecarregaram de fadigas do que ganharam em felicidade e que, por isso, finalmente mais invejam do que desprezam os homens de condição inferior que estão mais próximos do instinto natural e não permitem à razão grande influência sobre o que fazem ou deixam de fazer."

(KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Primeira Seção (Transição do Conhecimento Moral da Razão Comum para o Conhecimento Filosófico))

contardo calligaris

Pedófilos, celibatários e infalíveis

Em 2002, graças a uma série de artigos do "Boston Globe", estourou, nos EUA, o escândalo dos abusos sexuais de crianças por padres católicos. Desde então, uma onda de denúncias varre a Igreja Católica no mundo inteiro.

Última revelação, no "New York Times" da quinta passada: nos anos 1990, quando ele comandava a Congregação da Doutrina e da Fé, o atual papa, Bento 16, suspendeu o julgamento de um padre americano, acusado de molestar 200 meninos surdos, de cujos espíritos e almas, em princípio, ele devia cuidar.

Aos meus olhos, nesta história que não acaba, o escândalo maior talvez não seja o abuso das crianças, mas o comportamento oficial da igreja: de maneira consistente e repetida, ela parece colocar seu interesse institucional acima de qualquer consideração moral. Escândalo, mas sem surpresa alguma: em geral, o projeto dominante de qualquer instituição é o de durar para sempre.

Mas trégua: não escrevo esta coluna para me indignar. Prefiro contribuir ao debate do momento com duas observações, sugeridas pela psicopatologia e pela clínica.

1) Da conversa de botequim até o pronunciamento de um teólogo que admiro (Hans Küng, na Folha de 21 de março), os abusos sexuais de crianças por padres católicos reavivam as críticas contra o celibato dos padres.

Cuidado, não sou um defensor do celibato dos padres. Ao contrário, parece-me que a experiência de amar e conviver melhoraria a qualidade dos ministros da igreja, porque a tarefa de ser consorte ensina uma humildade que é difícil alcançar na solidão, seja ela orgulhosa e casta ou, então, envergonhada e masturbatória. No entanto, acho bizarro que o fim do celibato dos padres seja apresentado como remédio contra a pedofilia.

Essa ideia surge de uma visão hidráulica do desejo sexual, como se esse fosse um rio que, se for impedido de correr no seu leito natural, encontrará todo tipo de caminho torto e desviado. Por essa visão, na ausência de esposa, a libertinagem, não tendo para onde ir, transborda e acaba banhando (quem sabe, afogando) as crianças; portanto, os padres pedófilos não precisariam recorrer a meninos e meninas se dispusessem de uma mulher com quem saciar seus apetites.

É raro que eu me expresse de maneira tão direta, mas é preciso dizer: essa ideia é uma estupidez. Fantasias e orientações sexuais nunca são o efeito de acumulação de energia sexual insatisfeita. Um pedófilo poderá, eventualmente, desejar uma mulher e casar com ela, mas o fato de cumprir, mesmo com afinco, o dever conjugal não o livrará das fantasias pedofílicas. Teremos, simplesmente, pedófilos casados, em vez de solteiros.

Não vejo o que ganharíamos com isso, mas vejo, isso sim, na própria proposta, um desprezo inacreditável pelas mulheres que se casariam para servir de válvulas de escape para a "depravação" dos seus maridos. Ninguém merece.

A quem propõe o casamento como solução para a pedofilia dos padres, uma sugestão: proponha um programa compulsório de transa diária com a boneca inflável do Geraldão. Será tão ineficiente quanto o casamento, mas, ao menos, as mulheres serão poupadas.

2) Não é exato dizer que pedófilo é quem gosta de "carne" jovem. Pois o que importa ao pedófilo, o que é crucial na fantasia, é induzir a vítima a aceitar algo que ela desconhece e não entende. A jovem idade da vítima é sobretudo garantia de sua inocência e ignorância, ou seja, do fato de que a vítima não entenderá o que lhe será feito.

Por exemplo, um dos padres denunciados em Boston, em 2002, explicou que seu prazer consistia não tanto em ser satisfeito oralmente por um menino quanto em convencer o menino de que essa era uma forma especial de santa comunhão, que ele, o padre, ensinava e administrava.

Em suma, o pedófilo encontra seu prazer iniciando os ignaros e exercendo sobre eles um poder pedagógico absoluto. Agora, considere o jeito como a Igreja Católica tratou seu rebanho, até ser forçada a reconhecer a culpa de alguns de seus ministros. Considere a prática recorrente de camuflar decisões administrativas em dogmas divinos, considere a repressão teológica em lugar do diálogo e ainda considere a doutrina da pretensa infalibilidade do pontífice. Pois bem, aparentemente, os padres pedófilos são pequena minoria, mas a igreja como instituição trata mesmo seus fiéis como criancinhas.

(http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/04/pedofilos-celibatarios-e-infaliveis.html)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

baixio das bestas

"Tá sentindo um cheiro estranho? É a podridão do mundo", diz um homem. Baixio das bestas, novo filme de Claudio Assis que estreia nesta sexta-feira [de maio de 2007], é mais uma viagem no universo particular de seu autor. Uma jornada de uma hora e vinte pela miséria, decadência e podridão humana. Decididamente, não-indicado para pessoas de estômagos sensíveis, cabeças fechadas e obcecadas pelo bom gosto.

Assim como em seu primeiro longa-metragem, Amarelo manga (2003), e no curta Texas hotel (1999), os temas com os quais o diretor parece confortável são sempre desconfortáveis. E, talvez, por isso mesmo, mereçam atenção e reflexão. [...]

Baixio das bestas não enrola nem amacia [...] em Baixio das bestas não há vaselina. Até por isso, Caio Blat e Matheus Nachtergaele gritam numa orgia: "- Cadê a manteiga? Hoje eu quero cu!". Masturbação, estupro, espancamento de mulheres, exploração de menores, pedofilia, sodomia, depilação íntima feminina in loco (ou em foco, ou em close), um pouquinho de sexo explícito, pênis na tela, vaginas na tela, está tudo lá. Por trás, um estudo cru e cruel sobre a exploração humana, sobretudo da mulher.

De um lado, a menina explorada pelo avô - que também é seu pai -, sendo exposta por ele, nua, para caminhoneiros. Um puteiro frequentado por violentos agroboys é o outro lado da moeda responsável pela carga dramática do filme. Dentro desses dois núcleos é onde fundamentalmente o importante acontece.

O longa, além da(s) história(s) forte(s), tem um desempenho espetacular de seu elenco. Numa obra com Caio Blat, Matheus Nachtergaele e Marcélia Cartaxo, a estreante Mariah Teixeira, Dira Paes e Fernando Teixeira dão um show, sem desmerecer aqueles. Mariah é impressionante. Sua atuação é pontuada por silêncios, olhares, gestos. De longe, o que há de melhor no filme. E tem ainda Hermila Guedes, de O céu de Suely, cujos personagens - e os dois filmes - talvez estejam mais próximos do que se imagina. Apesar de extremamente bem filmado, há excessos, sim, como em toda a obra do autor.

Baixio das bestas irá desagradar - e incomodar, enojar - muita gente, mas também irá acertar em cheio o público de Amarelo manga e Cronicamente inviável (2000, de Sérgio Bianchi). Há momentos em que o filme parece querer ser um tapa na cara da classe média brasileira, um basta no (movimento) "Basta!" ("- A pobreza vai socializar o mundo!", - grita o personagem de Matheus). Há outros em que a sensação de gratuidade e do choque pelo choque incomodam tolamente. [...]

Outra face comprometedora da cinematografia tupiniquim, a folclórica figura do bêbado, entretanto, protagoniza um plano-seqüência com o avô digno de nota, por sua competência, eficiência e força.

Baixio das bestas é um filme contundente, tenso, violento e - como não podia deixar de ser - polêmico. É esplendidamente fotografado em CinemaScope - como em Amarelo manga -, com muita câmera na mão, ótimos planos-sequência e um desempenho visceral de seu elenco. É uma obra importante dentro da (pouca) variedade do cinema brasileiro, e mais um "pé na porta" de fora do eixo Rio-São Paulo, que já nos brindou com Cinema, aspirinas e urubus e Cidade baixa.

"- Sabe o que é o melhor do cinema? É que no cinema tu pode fazer o que tu quer" - diz o personagem de Matheus. E é isso que Claudio Assis faz. O que quer. Aparentemente, sua intenção de chocar é muito clara. O que não quer dizer que, através de um olhar mais atento, não se perceba quão importantes são as denúncias que faz. Suas pertinências são mais que relevantes. Ao preferir não tapar o sol com a peneira, ele joga um foco de luz na parte "mundo cão" de nosso mundo. De nosso país. Pode-se não gostar de seu estilo cinematográfico. No mundo real, entretanto, dar as costas não é uma opção.

(LEVI, Daniel. “Baixio das Bestas” é uma jornada pela miséria humana. Texto disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/05/09/295681173.asp)

BAIXIO DAS BESTAS

quarta-feira, vinte de outubro, duas da tarde

Cine-Debate no Congresso Acadêmico – UFAL Arapiraca

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

adão







(Folha de SP, 18/10/10)

'serra em transe'

Serra em transe

Não resisto a uma provocação inicial: a blogosfera estaria em polvorosa e os serviços da ombudsman da Folha amanheceriam entupidos de mensagens indignadas contra o jornal se a notícia não dissesse respeito a Monica Serra, mas a Dilma Rousseff.
Isso dito, é claro que é polêmica a publicação do relato de uma ex-aluna da mulher de Serra dando conta de que ela (Monica), em sala de aula, revelou já ter praticado um aborto. Não se trata de uma notícia qualquer. Ela coloca em conflito o direito à informação, de um lado, e o direito à privacidade, de outro.
Haverá, neste caso, bons argumentos a favor e contra a publicação. Penso que a Folha acertou, por duas razões principais: com o aborto alçado a tópico da disputa eleitoral (e por obra de Serra), o episódio passou a envolver evidente interesse público. E, tão importante quanto isso: Monica Serra havia dito, há um mês, em campanha pelo marido no Rio, que Dilma era a favor de "matar criancinhas", numa clara alusão à posição da petista sobre o aborto. Ao assumir como sua, e nos termos que fez, a campanha do marido, Monica fixou para si as regras do jogo que estaria disposta a jogar.
O caso (tão desconfortável, tão cheio de implicações desagradáveis a quem o aborda) permite, ou exige, uma reflexão de ordem mais geral. O PT tem sido acusado, quase sempre com razão, de ser capaz de qualquer coisa para se manter no poder. Isso virou um mantra, a despeito da sua veracidade. Mas Serra não está se revelando, já faz tempo, alguém disposto a pagar qualquer preço para chegar ao poder?
Essa pantomima de devoção e carolice que se apossou da campanha tucana (e que nada tem a ver, como parece óbvio, com respeito efetivo pela religiosidade do povo) é a expressão patética de que tudo (biografia, valores, familiares) está sendo sacrificado em nome de uma ideia fixa. Serra sonha ser presidente. Mas se parece, cada vez mais, com o personagem de Paulo Autran em "Terra em Transe".

(Fernando de Barros e Silva, Folha de SP, 18/10/10)

congresso acadêmico (ufal arapiraca) - filmes

terça, 19/10/10, 14 hs


















quarta, 20/10/10, 14 hs


















quinta, 21/10/10, 14 hs

cqc

“é bom lembrar os candidatos que Deus não vota” (tas)

“é, porque ele tem mais de 75 anos” (marco luque)