
Novembro Negro
Dia 18 de Novembro
Filme: Besouro, Nasce um Herói
19:00
Dia 20 de Novembro
Filme: Quilombo
15:00
Local: Casa da Cultura
Realização: CineClube Trianon
Apoio Cultural: Sec. Cult. Arapiraca
(http://cineclubetriannon.blogspot.com/)
O criador do famoso gato Garfield, Jim Davis, pediu nesta sexta-feira (12) desculpas por tira que saiu na última quinta-feira em diversos jornais ao redor do mundo, na qual uma aranha satirizava as celebrações nacionais. O motivo é que a tirinha foi publicada justamente no Dia dos Veteranos norte-americano, causando uma série de críticas de leitores.
Tirinha publicada no Dia dos Veteranos norte-americano
No quadrinho, uma aranha diz para o Garfield: "Se você me esmagar, eu ficarei famoso". A aranha continua: "Eles irão criar um dia anual de celebração em minha honra". No terceiro quadrinho uma "aranha professora" pergunta, diante da sala de aula: "Alguém aqui sabe por que nós celebramos o 'dia nacional da estupidez'"?.
A celebração do Dia dos Veteranos ocorre em 11 de novembro e marca o aniversário do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Trata-se de feriado nacional nos EUA.
Jim Davis disse em um comunicado endereçado aos "amigos, fãs e veteranos", publicado em sites de quadrinhos como o gocomics.com e o Garfield.com, que não tinha ideia que a tirinha seria publicada justamente no Dia dos Veteranos e que o desenho nada tem a ver com a celebração.
"[A tirinha]" foi escrita quase um ano atrás e não tinha ideia, quando escrevi, que ela viria a público hoje", disse Davis, que de acordo com mesma nota teve um irmão que serviu no Vietnã e um filho no Afeganistão e Iraque.
O criador do Garfield pediu que "por favor aceitem minhas desculpas por qualquer ofensa que Garfield possa ter criado hoje [quinta-feira, 11]. Foi não-intencional e lamentável".
*Com informações da Reuters.
(http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2010/11/12/criador-do-garfield-pede-desculpas-por-tira-satirizando-celebracao-nacional.jhtm)DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
Um grupo de segurança informática na internet criou uma nova ferramenta com a finalidade de impedir que usuários de redes sociais, como Facebook, Myspace ou Twitter, escrevam mensagens quando estiverem bêbados, evitando arrependimentos no dia seguinte.
Partindo do princípio "nada bom ocorre depois de uma da manhã", o programa da empresa Webroot, com sede no estado americano do Colorado (oeste), promete "por um fim ao pesadelo do dia seguinte, quando o usuário se arrepende do que escreveu durante a madrugada".
A ferramenta, chamada "teste de sobriedade para redes sociais", é gratuita para os usuários do navegador Firefox (veja aqui). Ela pede que os internautas se submetam a um exame de coordenação antes de acessar os sites de socialização favoritos.Um dos testes exige que a pessoa mantenha o cursor do mouse no centro de um círculo em constante movimento e outro que se identifique corretamente uma série de luzes intermitentes.
Se o usuário falhar, não poderá entrar nos sites.
O Google propõe uma ferramenta similar aos usuários do Gmail, obrigando-os a resolver cinco problemas matemáticos simples em menos de um minuto para poder enviar um e-mail.
(http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3312815904972918799)
José Sarney
Embora já tenha esfriado o debate sobre a decisão do Conselho Nacional de Educação, que vê em "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, racismo, não quero deixar de opinar sobre o assunto.
Poucos no Brasil têm sido defensores da raça negra como eu. Acho, inclusive, ser a escravidão a maior mancha de nossa história. Desde que entrei na política apoiei Afonso Arinos, e fui o criador da Fundação Palmares, dedicada à promoção da raça negra. Fui o autor do primeiro projeto de cotas raciais.
O que acontece com Lobato lembra-me um caso clássico da educação americana: o combate a "As Aventuras de Huckleberry Finn", de Mark Twain. Desde que foi publicada, em 1884, essa continuação de "As Aventuras de Tom Sawyer" causou polêmica, foi considerada imprópria e retirada de currículos e bibliotecas.
A reação de Twain (Samuel Clemens, no civil) foi tratar o assunto com humor: "Expulsaram Huck de sua biblioteca como "lixo e só adequado às favelas". Isso vai vender com certeza umas 25 mil cópias". Mas a discussão continuou.
Muitas vezes, os que o combatem mais querem utilizar o negro para brilhar do que para defendê-lo.
Huck foi um extraordinário sucesso. De vendas e literário.
Hemingway declarou que "Huckleberry Finn é o livro de onde brota toda a moderna literatura americana", onde "nada foi escrito de tão bom".
Mas a polêmica continua até hoje. Tudo porque Twain inovou recriando a linguagem de cada personagem com as características da vida no Mississippi, inclusive incorporando o tratamento a um dos personagens centrais, o "nigger" Jim, escravo fugido.
No entanto, o livro é uma sátira terrível, onde Jim é o bom caráter, em meio a uma multidão de brancos que representam todos os defeitos da sociedade escravocrata.
Além de excluído de bibliotecas, o livro tem enfrentado todo tipo de censura -e sobrevivido como um dos livros mais lidos nas escolas americanas. Sobre a polêmica há toneladas de textos, mas creio que o definitivo seja o julgamento do juiz Stephen Reinhard: "Palavras podem machucar, particularmente epítetos racistas, mas um componente necessário de qualquer educação é aprender a pensar criticamente sobre ideias ofensivas. Sem essa habilidade, se pode fazer pouco para responder a elas".
Lobato está em boa companhia. A criação literária é um processo próprio, e tramas, personagens e cenários existem somente na imaginação do autor. Nem por isso deixam de refletir realidades e ser instrumento de mudanças na sociedade. "Caçadas de Pedrinho" iluminou a vida de milhões de brasileiros, despertando neles o sentido da convivência racial e da igualdade entre brancos e negros.
(Folha de SP, 12/11/2010)