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terça-feira, 26 de abril de 2011

titãs - cabeça dinossauro (1986)

  1. "Cabeça Dinossauro" (Arnaldo Antunes, Branco Mello, Paulo Miklos) – 2:20
  2. "AA UU" (Marcelo Fromer, Sérgio Britto) – 3:01
  3. "Igreja" (Nando Reis) – 2:48
  4. "Polícia" (Tony Bellotto) – 2:06
  5. "Estado Violência" (Charles Gavin) – 3:10
  6. "A Face do Destruidor" (Arnaldo Antunes, Paulo Miklos) – 0:34
  7. "Porrada" (Arnaldo Antunes, Sérgio Britto) – 2:51
  8. "Tô Cansado" (Arnaldo Antunes, Branco Mello) – 2:18
  9. "Bichos Escrotos" (Arnaldo Antunes, Sérgio Britto, Nando Reis) – 3:13
  10. "Família" (Arnaldo Antunes, Tony Bellotto) – 3:32
  11. "Homem Primata" (Ciro Pessoa, Marcelo Fromer, Nando Reis, Sérgio Britto) – 3:27
  12. "Dívidas" (Arnaldo Antunes, Branco Mello) – 3:08
  13. "O Quê" (Arnaldo Antunes) – 5:40
 formação da banda

participações no disco


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"Igreja", no Especial Titãs e Barão Vermelho, com Caetano Veloso, na Globo, em 1988

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http://www.4shared.com/file/aGaZSw_L/Tits_-_Cabea_Dinossauro__1986_.htm
http://www.titas.net/historia/

chico césar

Folha de São Paulo, segunda-feira, 03 de julho de 2006

O jabá e a liberdade de comunicação
LOURIVAL J. SANTOS

O JABÁ É UM mal crônico no Brasil e em boa parte do mundo. Os que militam em empresas de radiodifusão, em produtoras de discos ou no mundo artístico sabem da sua existência longeva e não acreditam na possibilidade de extirpá-lo, porém são unânimes quanto aos prejuízos causados por ele.
                Uma clara idéia da questão é dada por João Bernardo Caldeira e Nelson Gobbi: "Além de criar paradas de discos falsas, forçar estéticas a partir de critérios comerciais e não de qualidade, o jabá deixa à margem dos meios de comunicação artistas que não querem (ou não podem) recorrer a esse expediente econômico para divulgar sua obra" ("JB Online", 31 de maio de 2005). Nada mais ofensivo ao culto do respeito à ética, à dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, princípios básicos do Estado de Direito.
Apesar da sua nocividade, o jabá manteve-se até agora intocável no país, criticado sem êxito por alguns, porém geralmente admitido como mais uma das muitas espécies locais de deformidade social, diagnosticada como enfermidade incurável, a serviço da detração dos valores fundamentais da sociedade.
Se o jabá desrespeita os critérios éticos fundamentais, seus efeitos são igualmente letais no plano da estética, pois a arte, que é a mais sublime manifestação do espírito criador do homem, por força dessa prática é legada à condição de mera emissora de "commodities", em benefício dos que buscam, ilicitamente, o lucro certo e o enriquecimento sem justa causa.
Além disso, também alimenta a perversa "indústria cultural", combatida por nomes ilustres como Norberto Bobbio, que a definiu como o resultado negativo da massificação dos meios de comunicação: "(...) a arte que deveria ser a coisa mais irrepetível e criativa, torna-se um produto como os outros, reprodutível ao infinito, consumível, uma mercadoria que o público compra ou é induzido a comprar, com a mesma falta de gosto pessoal com que compra um sabonete ou um par de sapatos" ("Igualdade e Liberdade", Ediouro, 2000, pág. 91).
No plano do Direito, a nosso ver, o jabá quadra-se como ato de manifesto desrespeito à liberdade de expressão, consagrada pela Constituição.
Como frisamos em trabalho anterior: "A liberdade, mormente no campo da expressão (considere-se a expressão da atividade artística), assim como o acesso do cidadão à informação, constituem-se regras essenciais do Estado democrático de Direito, pairando acima da competência de quaisquer dos Poderes constituídos (...). Enquanto valor/fruto de conquista política da sociedade não poderá ser limitada, por ser fator limitativo da própria competência do Estado" (Lourival J. Santos - "Correio Braziliense", março de 2000).
As manipulações de informações, os falseamentos de verdade, os impedimentos causados aos intérpretes e autores que, independentemente do valor intelectual de suas obras, poderão ter o acesso ao mercado obliterado pela censura impingida pela pressão do dinheiro, sem dúvida são agressões à liberdade de exercício da atividade intelectual, artística e de comunicação e ao direito do cidadão de ter livre acesso à informação.
Nas empresas de radiodifusão, onde a prática é mais disseminada, há o agravante de serem as concessões para tal serviço bens públicos, "destinados a serem recebidos direta e livremente pelo público em geral".
Como é estabelecido no Código Brasileiro de Telecomunicações e suas normas reguladoras, ao adquirir a concessão, a empresa assume a responsabilidade legal de manter os serviços de informação, divertimento e de publicidade em percentuais legalmente fixados, perfeitamente subordinados às finalidades educativas e culturais, "visando os superiores interesses do país", sob pena de se sujeitar a rigorosas sanções, que variam da aplicação de multa à cassação definitiva da concessão, dependendo da gravidade da infração cometida.
Por isso, concluímos que as empresas envolvidas na prática do jabá expõem-se a grandes riscos, pois a divulgação dolosa de notícia falsa sobre a área musical, a discriminação da manifestação artística a quem não se curve às exigências de suborno, além da malversação de bem público, não podem ser consideradas infrações de pequena gravidade.

LOURIVAL J. SANTOS, 61, sócio de Lourival J. Santos Advogados, diretor jurídico da Associação Nacional dos Editores de Revistas e associado do Instituto dos Advogados de São Paulo.

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eu não teria citado Bobbio, e sim algo como o ZUIN, Antonio Álvaro Soares. Indústria Cultural e Educação: o novo canto da sereia. Campinas-SP: Autores Associados, 1999 (de inspiração Adorno & Horkheimer, mais à esquerda). além disso, ele só fala quase do problema do jabá nas rádios, e não de uma maneira geral.

mas acredito ser dever do estado cuidar bem da cultura, e não deixá-la simplesmente à mercê do Capital. 
por isso, acho que o Secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, pelo menos por estar tentando enfrentá-Lo  de alguma forma, tem razão e merece todo o apoio possível, apesar de eu não gostar muito de forró, sejam seus instrumentos feitos de plástico ou de qualquer outro material.

deus é brasileiro

No topo da lista dos descrentes está a França, com 39% dos entrevistados. A Suécia vem em segundo lugar, com 37% e a Bélgica em terceiro, com 36%. No Brasil, apenas 3% dos entrevistados declararam que não acreditam em Deus, ou deuses ou seres supremos.
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O país onde mais se acredita na existência de Deus ou de um ser supremo é a Indonésia, com 93% dos entrevistados. A Turquia vem em segundo, com 91% dos entrevistados e o Brasil é o terceiro, com 84% dos pesquisados. (Brasil é terceiro país onde mais se crê em Deus, mostra pesquisa)

sábado, 23 de abril de 2011

jogo de literatura brasileira

 Jogo sobre Realismo e Naturalismo brasileiros (baseado em documentos do Word, protegidos por senha, a qual deverá ser descoberta a partir de uma dica disponível sempre no documento anterior):
http://www.4shared.com/file/8QQtz39T/jogo_realismo_naturalismo.html

jogo de literatura brasileira

Jogo da Inconfidência Mineira (baseado em documentos do Word, protegidos por senha, a qual deverá ser descoberta a partir de uma dica disponível sempre no documento anterior):
http://www.4shared.com/file/sRHVo6gB/jogo_da_inconfidncia_mineira.html

quarta-feira, 20 de abril de 2011

gilberto freyre


É curioso constatar que as próprias gerações mais novas de filhos de senhores de engenho, os rapazes educados na Europa, na Bahia, em São Paulo, em Olinda, No Rio de Janeiro, foram-se tornando, em certo sentido, desertores de uma aristocracia cujo gênero de vida, cujo estilo de política, cuja moral, cujo sentido de justiça já não se conciliavam com seus gostos e estilos de bacharéis, médicos e doutores europeizados.
            O bacharel – magistrado, presidente de província, ministro, chefe de polícia – seria, na luta quase de morte entre a justiça imperial e a do pater famílias rural, o aliado do Governo contra o próprio Pai ou o próprio Avô. O médico, o desprestigiador da medicina caseira, que era um dos aspectos mais sedutores da autoridade como que matriarcal de sua mãe ou de sua avó, senhora de engenho. Os dois, aliados da Cidade contra o Engenho. Da Praça contra a Roça. Do Estado contra a Família.
(FREYRE, Gilberto. Sobrados e Mucambos, p.18)
 
Foi um período de diferenciação profunda _ menos patriarcalismo, menos absorção do filho pelo pai, da mulher pelo homem, do indivíduo pela família, da família pelo chefe, do escravo pelo proprietário; e mais individualismo – da mulher, do menino, do negro – ao mesmo tempo que mais prostituição, mais miséria, mais doença. Mais velhice desamparada. Período de transição. O patriarcalismo urbanizou-se.
(FREYRE, Gilberto. Sobrados e Mucambos, p.22)
 
As senhoras mais chiques penteando-se não mais à portuguesa, ou quase à oriental, mas à francesa, vestindo-se também à francesa, indo ao teatro ouvir óperas cantadas por italianas a quem os estudantes ofereciam bouquets, faziam discursos, dedicavam sonetos. Os meninos educando-se em colégios - alguns de estrangeiros - e em academias; e não apenas em casa, com o tio-padre ou o capelão. Nem simplesmente nas escolas de padres.”
(FREYRE, Gilberto. Sobrados e Mucambos, p.22)

machado de assis - etimologia de 'Medicina'


“A etimologia de medicina é, como acontece com outras palavras, uma lenda.
Conta-se que, no tempo do rei Numa, o corpo médico era composto unicamente de coveiros, regidos por um coveiro-mor, chamado Cina.
Adoecia um romano, iam os coveiros à casa do doente medir-lhe o corpo para abrir a sepultura.
- Mediste, Caio? – pergunta o chefe.
- Medi, Cina – respondia o coveiro.”
(Semana Ilustrada, 03/11/1872)

grandes momentos da filosofia (adorno)


KANT, 1783:

“Esclarecimento significa a saída do homem de sua minoridade, pela qual ele próprio é responsável [culpado]. A minoridade é a incapacidade de se servir de seu próprio entendimento sem a tutela [direção] de um outro. É a si próprio que se deve atribuir essa minoridade, uma vez que ela não resulta da falta de entendimento, mas da falta de resolução [decisão] e de coragem necessárias para utilizar seu entendimento sem a tutela de outro. Sapere aude! [Ousa saber!] Tenha a coragem de te servir de teu próprio entendimento, tal é portanto a divisa do Esclarecimento.”

HUSSERL, 1935:

“1) Era uma vez, faz muito tempo, em algum momento da história do que somos, em que algo, talvez a liberdade, se dava por suposta ou se anunciava esplendorosa no horizonte; houve um tempo em que éramos jovens, em que estávamos cheios de ideais e de confiança em nós mesmos, em que sabíamos claramente o quer éramos e o que queríamos;
2) Agora, todos esses ideais estão desmoronando ao nosso redor e nos sentimos velhos e cansados;
3) Mas não podemos perder a confiança em nós mesmos, porque, se a perdermos, não somente teremos fracassado, senão que nossa própria história não terá sentido;
4) Necessitamos, portanto, renovar e revitalizar nossa fé e nossa esperança de juventude, mesmo que seja de outra forma.
O século xviii era o século filosófico, entusiasmo pela filosofia e pelas ciências, daí o fervor pelas reformas da educação. Possuímos um imperecível testemunho deste espírito no esplêndido hino de Schiller e Beethoven “À Alegria”. Hoje, este hino só pode nos suscitar sentimentos dolorosos. Não cabe imaginar contraste maior que o daquela época com nossa situação atual.”

ADORNO & HORKHEIMER, 1944:

            “No sentido mais amplo do progresso do pensamento, o esclarecimento tem perseguido sempre o objetivo de livrar os homens do medo e de investi-los na posição de senhores. Mas a Terra totalmente esclarecida resplandece sob o signo de uma calamidade triunfal.”